Lançamento: "O que o ISP pode fazer por Equidade Racial"

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Lançamento: "O que o ISP pode fazer por Equidade Racial" / Imagem: Divulgação - GIFE

Ínicio: 15:59, Quarta, 15 de Maio de 2019
Término: 18:00, Quarta, 15 de Maio de 2019
Local: Unibes Cultural: Rua Oscar Freire, 2500 - Sumaré, São Paulo - SP, 05409-012


O segundo guia da série aborda a temática de Equidade Racial e é direcionado para investidores sociais privados e organizações filantrópicas que tenham interesse em iniciar ou fortalecer sua atuação nesse tema.

A publicação inclui subsídios básicos como conceitos, informações sobre panorama, contexto e tendências, além de possibilidades de atuação de organizações do ISP nesse campo. Os conteúdos abordados foram produzidos a partir de entrevistas, de pesquisa bibliográfica e das contribuições do workshop sobre o tema realizado com especialistas.

O Lançamento acontece hoje: 15.05 às 15h00 e contará com a participação de Daniel Teixeira, Advogado e Diretor de Projetos do CEERT.

Local: Unibes Cultural - Rua Oscar Freire, 2500 - Sumaré, São Paulo - SP, 05409-012

EQUIDADE RACIAL

A questão racial é um dos desafios fundamentais a serem superados para o enfrentamento das profundas desigualdades do Brasil, onde atualmente mais da metade (50,7%) da população é negra e o racismo estrutural se apresenta cotidianamente de formas diversas, perpassando dinâmicas identitárias, de relações sociais e institucionais.

As desigualdades envolvendo questões raciais são gritantes e se manifestam nos âmbitos econômico, político, educacional, jurídico, entre muitos outros. Quais são, então, as possibilidades de atuação do Investimento Social Privado (ISP) no tema de equidade racial?

Considerando a complexidade, abrangência e urgência desse debate, o ISP pode ter um papel estratégico em diferentes frentes, como no âmbito do investimento ou modo transversal a outros temas já desenvolvido pelas organizações.

É propondo saídas criativas para problemas complexos, ou trazendo à luz alternativas já existentes, que preparamos um guia e um conjunto de vídeos que reúnem ideias iniciais para uma maior incidência do campo do investimento social privado no tema de Equidade Racial.

QUAIS SÃO OS DESAFIOS?

COMPREENSÃO CONCEITUAL E QUESTÕES SIMBÓLICAS E IDENTITÁRIAS

Dificuldade da sociedade brasileira em reconhecer que há desigualdade racial no país; inferiorização da pessoa negra no imaginário social; apagamento da memória do povo negro (em especial no que se refere a sua história e contribuições para a ciência e formação do país); baixo reconhecimento da legitimidade da produção intelectual de negros; intolerância religiosa em relação às religiões afro-brasileiras; hipersexualização das mulheres e homens negros; problemas de saúde mental de pessoas negras em função de questões identitárias e da vivência do racismo; baixa representatividade de pessoas negras nos livros, publicidade, produtos de beleza, brinquedos, etc.

DINÂMICAS INSTITUCIONAIS

Baixa representatividade de negros nos espaços de poder; racismo no sistema de justiça; desigualdades no atendimento à população negra no sistema de saúde; racismo institucional no sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente.

SISTEMA EDUCACIONAL

Menores expectativas e estímulos para alunos negros ao longo do percurso educacional; existência de conflitos com conotação racial dentro das escolas; baixa apropriação dos docentes em relação a pautas; conteúdos e linguagem voltados a questões raciais e história e cultura afro-brasileira; ingresso mais tardio de negros na escola, acompanhado de ritmo de progressão mais lento e índices de evasão e repetência maiores.

JUVENTUDE PERIFÉRICA E NEGRA

Falta de recursos destinados a iniciativas de jovens negros nas periferias, onde é mais alta a parcela da população negra; constrangimentos de circulação e ocupação de espaços institucionais privilegiados por jovens negros; violência policial contra jovens negros; exposição desses jovens a diferentes formas de violência nas periferias, em relações marcadas por medo e vulnerabilidade.

VIOLÊNCIA

Altos índices de crimes praticados contra pessoas negras; encarceramento em massa da população negra; altos índices de feminicídio contra as mulheres negras.

MUNDO DO TRABALHO

Dificuldades de acesso e desenvolvimento no mercado de trabalho; dinâmicas excludentes (a parcela de negros vai diminuindo à medida que se eleva o nível hierárquico); regras e padrões de comportamento subjetivos que são subentendidos e melhor utilizados pela população branca; ausência de indicadores institucionais com recorte racial nas empresas e organizações públicas; dificuldade de acesso a crédito por empreendedores negros; ausência de políticas afirmativas nas grandes empresas.

CENÁRIO POLÍTICO

Adensamento do ultraconservadorismo, com reforço de pautas e discursos racistas; enfraquecimento das políticas sociais em especial no que se refere à perspectiva interseccional, que articulam as questões raciais a outros fatores de desigualdade (como gênero, classe social, território, sexualidade, etc.).

AGENDA DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

O tema equidade racial perpassa diversos objetivos, mas tem destaque no Objetivo 10 – Redução das desigualdades. Este objetivo inclui, dentre outras, metas relacionadas à inclusão social, econômica e política, garantia da igualdade de oportunidades e redução das desigualdades de resultado e adoção das políticas para alcance progressivo de maior igualdade. O Objetivo 5 – Igualdade de gênero também é relevante no debate de equidade racial, em especial no que se refere às condições sociais das mulheres negras, que evidenciam a interseccionalidade de opressões de gênero e de raça.

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