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Espetáculo online Infanto Juvenil “NUANG - Caminhos da liberdade” traz a construção de um universo poético sobre ancestralidade

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Espetáculo online Infanto Juvenil “NUANG - Caminhos da liberdade” traz a construção de um universo poético sobre ancestralidade/ Imagem: Reprodução

Ínicio: 19:00, Sexta, 12 de Março de 2021
Término: 20:30, Sexta, 30 de Abril de 2021
Local: Nas redes sociais @obalufonica


O espetáculo propõe um mergulho na ancestralidade a partir da simplicidade da experiência de uma criança.

Um dos momentos mais delicados para a vida de uma criança é quando, na escola ou no bairro, ela se depara com os registros sobre a chegada de seus ancestrais negros no Brasil. 

NUANG - Caminhos da liberdade'', aborda o período colonial sob a perspectiva de uma criança negra que sabe a beleza que é, e que não possui nenhuma vergonha de si. Do livro original de Janine Rodrigues, concepção, texto adaptado e direção de Tatiana Henrique que também compõe o elenco junto com Samara Costa, Hebert, Said, João Zabeti, dando vida a montagem que contará com oito apresentações que serão gratuitas e vão acontecer às sextas-feiras de 12 em março a 30 de abril, às 19 horas, por plataforma online que será divulgada nas redes sociais @obalufonica.

O trabalho o que propõe fortalecer crianças negras e, ajudar crianças não negras a enxergarem seus amigos e amigas negros com a dignidade que eles têm, lança a historia um olhar sensivel e cuidadoso, para que ainda que esteja tratando de um período e de fatos históricos que são motivos de vergonha como sociedade, mas sim entenda esse processo de modo que a memória de sua verdadeira história, como pessoa e de sua família, seja celebrada, com o orgulho de ser e de existir. 

Para a diretora Tatiane, para pessoas negras lembrar quem são é dar dádiva do legado cultural dos ancestrais. “A vida no ocidente muitas vezes nos separa e nos desumaniza. Dirigir esse espetáculo significa dizer pras crianças de hoje, nossos ancestrais de amanhã, tudo aquilo que eu queria ter reconhecido quando criança, mas ninguém tinha como me contar, porque os nossos mais velhos tinham sido ensinados a esquecer também. Eu desejo que as crianças já saibam o quanto elas são imensas, e também as suas famílias, que quando a gente está atento à vida, ela sempre encontra um modo de dizer o que a gente precisa fazer, e que ser ela, já é o suficiente para transformar o mundo!”, pontua.

Os Uthando, etnia fictícia criada pelo imaginário de Janine Rodrigues, mostram o modo de ser e de se relacionar comuns aos primeiros grupos étnicos africanos trazidos ao Brasil e seu encontro com os povos originários. Este é resultado de um trabalho de pesquisa sobre as culturas do centro sul do continente africano, pouco abordada esteticamente no Brasil.

A pesquisa cênica de Tatiana Henrique traz a profundidade das máscaras africanas, que para este espetáculo foram confeccionadas por Rodrigo Sangodaré, e visa trazer a linguagem visual para a cena brasileira, compreendendo-a como catalisadora da corporalidade africana e afro-brasileira.

As composições de Luiza Ganibal, a iluminação: Hebert Said, o figurino e cenário de Carla Costa visam enfatizar a percepção sobre espaço cênico em circularidade como agregador não somente no teatro, mas nos espaços educativos e familiares. Estimular a multisensoridade, característica da estética africana, em sonoridades, texturas e jogos corporais, bem como primar pela narratividade, percebendo a como a forma verbal acolhedora e criadora do elo entre atuadores e público, capaz de trazê-los para dentro da fábula.

A diretora ainda enfatiza o que no contexto do espetáculo te faz pensar na luta contra o racismo e a Intolerância religiosa. “O modo como a Nuang resolve as questões: com a força da magia! E a gente precisa naturalizar a presença disso entre nós, porque a relação com a natureza, a convivência entre visível e invisível faz parte das nossas heranças africanas. E se alguém torce o nariz pra isso, a gente precisa se perguntar: ué, como é que na Branca de Neve, na Cinderela, as coisas se resolvem e os caminhos são encontrados? Pela magia! Os contos de fada não são isso? Pois então. Porque a Nuang não poderia também?”, conclui.

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