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Exposição gamificada “Negras Cabeças” retrata importância ancestral de penteados e adornos

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Apresentação virtual e imersiva representa mulheres de variadas etnias/ Imagem: Reprodução

Ínicio: 10:00, Segunda, 26 de Julho de 2021
Término: 18:00, Quinta, 30 de Dezembro de 2021
Local: Acessar em: https://www.negrascabecas.art


No mês em que se comemora o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, a exposição “Negras Cabeças” apresenta digitalmente oito pinturas, da artista visual ILLI, Íldima Lima, em formato de game interativo. A exposição, disponível através do site Negras Cabeças Art até dezembro, tem o propósito de estabelecer uma conexão visual-ancestral, partindo de referências e registros históricos de mulheres pertencentes a grupos étnicos que utilizavam penteados e adornos de cabeça como artifício de linguagem para expressar aspectos pertinentes à sua cultura.

Produzido pela empresa Ops Game Studio, com trilha sonora original de Filipe Castro, nesta primeira fase da exposição serão apresentadas pinturas de mulheres das etnias Betsimisaraka, Mangbetu, Suri, Mursi, Mwila, Mbalantu, Fulani e Himba.

Em meio aos processos de reafirmação ancestral e temas de debates atuais e que são centrais na vida de mulheres negras, a exposição “Negras Cabeças” conversa diretamente com o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado no dia 25 de julho, data que é um marco internacional de luta e resistência para reafirmar a luta contra o racismo e o sexismo vivido por mulheres negras. 

“É um olhar para a ancestralidade. Uma reverência às linguagens e tecnologias utilizadas por esses grupos para codificar mensagens através dos penteados, dos adornos, a fim de comunicar status e situações de interesse daqueles grupos, tendo se constituído com traços culturais definidores ao longo do tempo. Não à toa a cabeça é usada como suporte dessa conexão. A materialidade resultante concentra uma intersecção entre comunicação e arte, que podem ser lidos em duas instâncias: pela forma, expressão estética, e pelo conteúdo, expressão linguística. Há um princípio nesses grupos em se fazer entender pelo que se vê e como se vê. A exposição é uma celebração dessas etnias”, relata a artista visual Illi. 

A exposição utiliza da mecânica da gamificação para criar um elo entre o contemporâneo e o ancestral, a partir da criação de ambientes imersivos, com interação em primeira pessoa, concedendo ao visitante autonomia para explorar cada um dos 3 mundos criados pela artista, onde cada obra apresentada está contida em um cenário que reproduz o bioma onde aquela etnia vive ou viveu. O recurso foi utilizado para favorecer a conexão do visitante com a realidade espacial de cada grupo étnico.

“A ideia é que a exposição faça a pessoa se sentir dentro de um jogo com comandos de movimentação, como caminhar e girar, para que assim possa ter uma percepção completa do ambiente e interação com as obras”, conta Illi.

O projeto Negras Cabeças tem o incentivo da Lei Aldir Blanc, Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco - FUNDARPE, Secretaria de Cultura de Pernambuco, Governo de Pernambuco, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

SOBRE ILLI

Artista de 39 anos, Illi, Íldima Lima é brasileira, soteropolitana, residente em Recife desde 2013. Graduada em Relações Públicas pela Universidade do Estado da Bahia (2004) trabalhou por 12 anos com implementação de projetos de Comunicação e Responsabilidade Social, passando a  priorizar atividades artísticas em 2015, após obter o título de Especialista em Estudos Cinematográficos pela Universidade Católica de Pernambuco.

Em 2017 criou a illi arte afetiva, marca autoral que tem como propósito promover o protagonismo da mulher negra nas artes visuais. Pintura em técnicas variadas, com destaque para aquarela, em superficies diversas como tela, cerâmica, estamparia e porcelana são formas de expressão utilizadas pela artista para escrever novas narrativas de representação e representatividade dos corpos negros nas artes visuais. Recentemente iniciou projeto de pesquisa plástica voltada à representação de mulheres negras nas artes, com ênfase na apropriação, deslocamento e ressignificação de seus corpos.

SERVIÇO

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