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YouTube cria fundo para ajudar criadores negros contra o racismo estrutural

Autor: Guilherme Lucio da Rocha Data da postagem: 10:15 13/01/2021 Visualizacões: 160
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Malik Ducard, vice-presidente de parcerias de conteúdo do YouTube/Reprodução: Uol

O YouTube criou um fundo de US$ 100 milhões para ajudar na produção de conteúdo de pessoas negras em seus canais na plataforma. Os selecionados para receber treinamento e uma quantia em dinheiro foram anunciados hoje (12).

No total, 132 pessoas foram contempladas com a "bolsa" num primeiro momento, entre criadores de conteúdo de temas variados e artistas. No Brasil, o "Fundo Vozes Negras" selecionou 35 canais, com nomes como Spartakus, Natály Neri, Nath Finanças e o cantor Péricles.

Além do Brasil, foram escolhidos criadores e artistas da África do Sul, Austrália, Estados Unidos, Nigéria, Quênia, e Reino Unido.

Em conversa com Splash, Malik Ducard, vice-presidente de parcerias de conteúdo do YouTube, explicou que a ideia de amplificar a voz dos negros que produzem conteúdo no YouTube existe há anos, mas ele afirma que em 2020 isso passou a ser urgente.

"A ideia do fundo existe há anos. Queríamos amplificar a voz de produtores de conteúdo negros. Com o assassinato trágico do George Floyd, nos comprometemos a fazer algo - e rápido". Malik Ducard

Ducard diz que, assim que o YouTube definiu que criaria o fundo, o Brasil foi um dos primeiros países escolhidos.

"A cultura negra brasileira é tão importante para o YouTube, o engajamento é tão grande. Quando desenhamos o fundo, o Brasil esteve na lista e nunca foi uma questão para nós". Malik Ducard

Para Bibiana Leite, diretora de parcerias e líder do programa #YouTubeBlack no Brasil, o fundo é importante para além do dinheiro. Os 35 selecionados receberão também treinamento e participarão de workshops online para produção de conteúdo.

Segundo o YouTube, cada criador de conteúdo receberá um valor diferente, baseado no seu momento, e poderá usar da maneira que achar melhor —para comprar novos equipamentos ou contratar profissionais de edição, por exemplo.

"A gente sabe que, devido ao racismo estrutural, muitos criadores não conseguem fazer receita com seu conteúdo. Muitos fazem dos seus canais um negócio e precisam de investimento". Bibiana Leite

Futuro

A ideia da plataforma é expandir o fundo para mais países e englobar mais criadores --chegando a 500 até 2023.

Bibiana diz que a escolha dos selecionados foi feita com base em diversas métricas --entre elas, o engajamento dos canais. Ela destaca a importância da diversificação.

"Os nossos criadores fazem conteúdos incríveis sobre vários temas que mostram a cara do Brasil. Com esse fundo, a gente vai fazer com que eles invistam no potencial." Bibiana Leite

Segundo o YouTube, a primeira turma foi escolhida entre canais que já tinham participado de algum evento do YouTube Black. Nos próximos meses, serão abertas as inscrições para a turma de 2022 que contará com uma seleção ampla. 

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