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Pelo menos sete em cada dez jovens conhecem alguém que sofreu racismo, diz pesquisa

Autor: Igor Cavalcante Data da postagem: 12:00 04/10/2018 Visualizacões: 296
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Oliveira, que é membro do coletivo de juventude do CEDENPA / Foto: Reprodução - Portal Cultura

Questionário também mostrou que metade dos jovens entrevistados conhecem vítimas de bullying ou LGBTfobia na escola

Pouco mais de sete em cada dez jovens cearenses que responderam a pesquisa realizada pelo projeto Saia do Muro disseram conhecer alguém vítima de algum tipo de preconceito racial ao longo da vida. Ao todo, 2.180 pessoas participaram do questionário. Dessas, 74% revelaram já terem visto casos ou ouvido relatos do problema. A consulta também revelou que metade dos entrevistados conhecem histórias de abandono escolar após episódios de bullying ou LGBTfobia.

Texto: Igor Cavalcante / Arte: Marcelo Justino

Os entrevistados ainda responderam quais ações indicariam a governos como prioritárias para resolver ou amenizar esse problema de rejeição a determinados grupos raciais. Para 57% dos 2.003 entrevistados, uma das soluções seria a promoção de rodas de debate. A divulgação da cultura africana e indígena foi a opção escolhida por 20% dos consultados. A lista segue com repressão ao racismo e implementação de cotas raciais.

Texto: Igor Cavalcante / Arte: Marcelo Justino

Sugestões semelhantes apareceram quando o assunto foi combate ao bullying e à LGBTfobia. Das 1.885 pessoas que responderam a pergunta, 46% apontaram a realização de rodas de conversa como uma saída. Para 35%, apoio psicológico às vítimas também é uma alternativa a ser priorizada. A lista segue com repressão a esse tipo de violência. Somente 4% dos participantes disseram não precisar de novas ações. 

Trabalho infantil

Texto: Igor Cavalcante / Arte: Marcelo Justino

Uma das perguntas da pesquisa quis saber ainda foi a relação entre estudo e trabalho, principalmente na infância. De 1.852 participantes do questionário, 67% disseram conhecer pessoas que deixaram de estudar para trabalhar. Para os entrevistados, assistência social e financeira, além de legislação definindo as atividades permitidas para os jovens são alternativas igualmente importantes. Alguns indicaram ainda a repressão ao trabalho infantil como melhor saída a esse abuso.

Amostra

O questionário foi realizado com pessoal, principalmente, de áreas urbanas dos municípios do interior do Ceará. Os adolescentes e jovens responderam aos questionamentos na plataforma U-Report, dentro do Saia do Muro. A ferramenta é gratuita e usa SMS, Facebook e Twitter para saber a opinião dos jovens e adolescentes. Ao todo, 38.833 jovens estão cadastrados. Desses, cerca de cinco mil estão no Ceará, o Estado mais presente no sistema.

A iniciativa é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e os respondentes são ligados a projetos parceiros: O POVO Educação, do Instituto Albanisa Sarasate; Eleitor do Futuro, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE); Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Peteca), do Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE); Eu Sou Cidadão, da Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do Estado do Ceará (APDM-CE); e Núcleo de Cidadania dos Adolescentes (Nuca), ação do Selo Unicef.

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