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MT ocupa o primeiro lugar no ranking de casos de racismo no país

Autor: Bárbara Fava Data da postagem: 12:32 03/11/2020 Visualizacões: 183
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Mato Grosso é, proporcionalmente, o estado com mais registros de racismo nos últimos 2 anos/Reprodução: G1

O estado também registrou o aumento de 15% nas ocorrências de injúria racial. Em 2018 foram 419 e em 2019, 489 casos.

Mato Grosso está no primeiro lugar no ranking de registros de casos de racismo por estado proporcional ao número de habitantes. Este levantamento saiu na 14° edição do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento leva em consideração registros de 2018 e 2019.

O ator André D’Lucca lembra de situações em que foi vítima de racismo quando ainda era criança.

“Um garoto chegou no primeiro dia de aula e falou para mim: “onde você bebeu água?”, eu falei: “no bebedouro”, ele perguntou: “qual das saídas?”, eu falei: “na terceira”, ele falou: “ que nojo, preto nojento, nunca mais eu bebo água ali”. Isso foi uma criança de 6, 7 anos, então, desde cedo a gente percebe que o tratamento vai ser diferente”, afirma.

O estado também registrou o aumento de 15% nas ocorrências de injúria racial. Em 2018 foram 419 e em 2019, 489 casos.

O presidente do conselho de igualdade racial de Mato Grosso Manoel Silva, conta que é muito triste a cultura ainda gerar muitos preconceitos e explica no que configura racismo ou injúria racial.

“Eu analiso como uma maneira muito triste porque é um estado que a maior parte da população é negra. Infelizmente o nosso jeito de vestir, a nossa cultura e nosso jeito de se expressar ainda gera muito preconceito não só em Mato Grosso, mas no Brasil. O racismo é quando você atinge o coletivo e a injúria racial é quando você atinge uma pessoa individualmente. O racismo é um crime inafiançável, já a injúria a punição é menor, ela tem uma fiança”, explica.

Para André D’Lucca, as crianças não nascem racistas e preconceituosas, é preciso ensiná-las a igualdade.

“As crianças não nascem racistas, as crianças não nascem preconceituosas e cabe a nós adultos ensinarmos o caminho correto para as crianças e ensinarmos a mensagem de igualdade. Começar na base ensinando as nossas crianças”, afirma.

 

 
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