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Coletivo Atlântico Negro participará do “Africanidades: Um Ensino Antirracista”

Autor: Henrique Rodrigues Data da postagem: 16:00 27/04/2021 Visualizacões: 85
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Coletivo Atlântico Negro participará do “Africanidades: Um Ensino Antirracista”/Reprodução: Revista Fórum

Grupo de historiadores, que se define como um aquilombamento de jovens negros intelectuais, produzirá podcasts para formação de professores em História e Cultura afro-brasileiras. O evento, de 10 a 19 de maio, terá transmissão da Fórum

O coletivo Atlântico Negro, composto por historiadores que encampam a luta contra o racismo e pelo resgate e preservação da História e Cultura afro-brasileiras, participará do encontro “Africanidades: Um Ensino Antirracista”, produzindo podcasts voltados à formação de professores.

O evento, que ocorrerá entre os dias 10 ao 19 de maio, reunirá uma ampla gama de personalidades do movimento negro nacional e terá transmissão nas redes sociais da Revista Fórum, pela internet.

Para Djamila Dias, uma das integrantes do Atlântico Negro, o formato de podcast será uma ferramenta de auxílio no processo de reconstrução e correção do modelo educacional brasileiro, que por si só colabora com a perpetuação do racismo estrutural.

“A educação como conhecemos foi essencial para a eficácia do racismo estrutural brasileiro, no qual estamos inseridos. Então, uma das formas de romper com essa realidade é revolucionando a educação para uma educação antirracista. Revolucionando sim, pois é partir do ponto zero de uma nova construção de educação. Acredito que o podcast Atlântico Negro contribui para essa grande mudança quando utiliza meios digitais, através de uma linguagem de fácil compreensão, para tornar públicas a História e Cultura do Negro da diáspora brasileira e trazendo também reflexões a respeito do continente africano e suas pluralidades”, explica. 

Ela define ainda o coletivo como “um aquilombamento de jovens intelectuais negros e plurais, num espaço de resistência, elaboração, de troca de saberes tanto da contemporaneidade, quanto ancestrálico e que se possa compartilhar de modo acessível a todos.”

Sobre o duro trabalho de construir um ambiente escolar onde os professores possam repassar conhecimento sobre a ancestralidade negra do Brasil, Vitor Hugo Monteiro Franco, outro participante do Atlântico Negro, diz que “um dos grandes desafios do Brasil é tornar os debates e as práticas contra o racismo em questões que façam parte do cotidiano das pessoas, e que o antirracismo seja um valor e um compromisso de nossa sociedade”.

Quando o assunto são os temas que serão abordados no evento, fica até difícil explicar a dimensão e abrangência daquilo que será falado.

“Sinceramente, há muita coisa para discutir e ser abordada, porém creio que a necessidade que a discussão integre o currículo, e não apenas um evento, está sendo levantada nas diferentes atividades que integram o evento. Esse é o nosso maior desafio enquanto professores da educação básica: desenvolver uma educação antirracista. Ela não é apenas uma atividade no ano, mas sim uma atitude ativa presente ao longo do ano em todas as ações que constituem a instituição escolar e formam o corpo discente”, esclarece Marcos Vinicius de Oliveira, outro membro do Atlântico Negro.

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