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No Brasil mídia e racismo andam ainda de mãos dadas, constata debate de 20 anos do Etnomídia

Autor: Redação Fernandoconceicao Data da postagem: 10:00 27/03/2017 Visualizacões: 3472
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No Brasil mídia e racismo andam ainda de mãos dadas, constata debate de 20 anos do Etnomídia / Foto: Fernandoconceicao

Aliar a pesquisa acadêmica dos Estudos Culturais e das Ciências da Comunicação à luta antiracista.

Este foi e tem sido o desafio constante do Etnomídia – Grupo de Estudos em Mídia e Etnicidades da Universidade Federal da Bahia, que neste 2017 completa vinte anos de criado na Facom-UFBA.


Maíra Azevedo, em pé, que faz sucesso como “Tia Má”, alçada ao programa “Encontro” da Rede Globo, é observada pela jornalista e pesquisadora Suzana Varjão (ao centro) e pela moderadora da mesa, Míria Cachoeira em evento na UFBA (foto: Danila de Jesus)

Para marcar a efeméride, a coisa ficou preta na Facom a 21 de março, Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial instituído pela U. N. (Organização das Nações Unidas).

Duas mesas  de debates reunindo jornalistas e estudiosos do tema movimentaram o espaço universitário, permitindo que a UFBA não ficasse alheia à questão.

Clique para acessar o facebook, o twiter @etnomidiaufba e também o site do Etnomídia (versões atualizadas e mais antigas, desde 1998).

Saiba mais sobre o pensamento e a expertise de cada debatedor clicando nos links:

TIA MÁ (Maíra Azevedo).

SUZANA VARJÃO.

EDSON CARDOSO.

SUEIDE KINTÉ.

O reitor João Carlos Salles, o pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Olival Freire Jr. e a pró-reitora de Ações Afirmativas e assuntos estudantis, Cássia Virgínia, saudaram o evento. Que contou na abertura com falas da diretora da Facom, Suzana Barbosa, e do diretor do sindicato dos técnico-administrativos, Antônio Bomfim.

Antes do etnomídia em 1997 nenhuma universidade no Brasil abrigava formalmente qualquer grupo que fizesse a análise sistemática das relações entre a cobertura midiática e a manutenção, por parte dessa cobertura, dos estereótipos negativos de estratos sociais historicamente discriminados por sua condição étnico-racial.

Não significa que, por iniciativas individuais, estudiosos do campo das ciências sociais e humanas – a exemplo de Muniz Sodré, Solange Couceiro, Dilma Melo e Silva, João Baptista Pereira, Roger Bastide, Gilberto Freyre e até Nina Rodrigues – já não vinham há décadas debruçando-se sobre esse problema: o da ausência ou negatividade da presença do negro brasileiro na imprensa, rádio, cinema, TV, no livro didático.

O Etnomídia é um grupo pioneiro, pelo qual passaram vários estudantes que atuam hoje no mercado de mídia, alguns tendo fundado organizações congêneres, como o Mídia Étnica.

Tem aberto e ampliado referenciais de discussão teórica panafricanista e orientalista, além de afrobrasileira, numa universidade engolfada por uma epistemologia eurocentrada.

Ao longo de duas décadas empreendeu projetos de pesquisa como, entre outras, “Olhar étnico sobre a mídia”, “Mapeamento dos guetos musicais da Bahia”, “Faces do Brasil” e “Juventude negra e epistemicídio”.

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