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Jennifer Hudson queixa-se de racismo a bordo de aviões

Autor: Redação Data da postagem: 14:00 06/01/2018 Visualizacões: 3055
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Fonte da imagem: Bio.com

Em entrevista à "Cosmopolitan" do Reino Unido, Jennifer Hudson denunciou o preconceito de que diz ser alvo por ser negra. A cantora e atriz revelou ainda alguns episódios em que se sentiu discriminada.

Vencedora do Óscar de melhor atriz secundária pelo papel em "Dreamgirls", a também cantora, de 36 anos, nem por ter um currículo brilhante e cheio de aparições se livra do estigma do racismo. Na sua mais recente entrevista, para a revista "Cosmopolitan", Jennifer Hudson revela que se sente discriminada regularmente e materializa essa discriminação com episódios concretos.

"Houve várias situações em que entrei num avião e o assistente de bordo assumiu que o meu lugar era em classe turística. Isso acontece muito. E eu fico tipo: 'Não, o meu lugar é ali [em primeira classe], obrigada", relata.

"As pessoas também assumem que a minha casa é do meu motorista branco, o Charles. Um dia estava a fazer algumas mudanças e o funcionário queria saber onde colocar um objeto. Eu disse 'ali' e o homem da empresa de mudanças ficou à espera. Quando o Charles veio ele perguntou-lhe: 'Então, onde quer que coloque isto?'. Ele respondeu: 'Ela disse que queria isso ali. Está a falar com a pessoa errada", contou Jennifer Hudson, que é também jurada no "The Voice" norte-americano e britânico.

"Até este tipo de coisas na tua própria casa!", exclamou. "Sou afro-americana, mãe e trabalhadora e vivo num bairro rico. Demasiadas coisas estranhas para uma só pessoa...", ironizou.

A cantora, que é uma acérrima defensora da igualdade e dos direitos humanos, assegurou ainda que estes são apenas "alguns exemplos" de situações que vive, mas que está "pronta para enfrentar qualquer desafio".

Hudson, que no passado mês de novembro se separou do noivo, o lutador David Otunga, depois de dez anos de relacionamento e um filho em comum, teceu ainda algumas considerações sobre os recentes escândalos sexuais que têm abalado Hollywood. "Odeio que estas coisas tenham acontecido, mas fico feliz por as mulheres se estarem a defender por elas próprias. Isso devia ser um direito", conclui.

 

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