EDITAL EQUIDADE RACIAL

ACESSAR

Atos em SP têm vias bloqueadas e confronto de manifestantes com a PM

Autor: Redação Data da postagem: 17:55 29/05/2015 Visualizacões: 1038
Curta a nóticia:
Curta o CEERT:
No começo da manhã, os manifestantes fecharam importantes vias de acesso à capital, como a Avenida M'Boi Mirim, perto do Terminal Guarapiranga, Rodovia Anhanguera, no km 27,5, em Cajamar. Por causa da paralisação de motoristas e cobradores, a operação de

Centrais sindicais e servidores públicos participaram de protestos na Grande São Paulo nesta sexta-feira (29), Dia Nacional de Manifestações. Acessos importantes à capital foram bloqueados e houve confusão entre manifestantes e policiais militares. Os grupos são contra o ajuste fiscal e a Lei da Terceirização, assuntos em discussão no Congresso Nacional.

No começo da manhã, os manifestantes fecharam importantes vias de acesso à capital, como a Avenida M'Boi Mirim, perto do Terminal Guarapiranga, Rodovia Anhanguera, no km 27,5, em Cajamar. Por causa da paralisação de motoristas e cobradores, a operação de ônibus em Guarulhos e no ABC também ficou restrita.
saiba mais
Vídeo mostra manifestante levando soco de policial em protesto na USP
Secretário da Segurança afasta PM que atirou em manifestantes na USP
ACOMPANHE: protestos em São Paulo
GALERIA DE FOTOS: confira como foram os protestos pelo Brasil
Na Avenida Paulista, o trânsito foi bloqueado no sentido Paraíso na altura da Fiesp por causa de protestos dos sindicatos dos Padeiros, dos Telefônicos, dos Empregados em Centrais de Abastecimento de alimentos do Estado de São Paulo, dos Trabalhadores em Sistemas de Televisão por Assinatura e Serviços de Telecomunicações, e dos Comerciários. O ato que terminou ainda durante a manhã.
A manifestação de químicos bloqueou a Marginal Pinheiros. Um outro grupo de trabalhadores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do estado de São Paulo (Sintaema) e à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) se concentrou na Ponte das Bandeiras e depois caminhou até o terminal Parque Dom Pedro, onde queimaram um caixão com foto do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
Sem-teto ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) também fizeram uma manifestação em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal na Avenida Paulista. Eles conversaram com a superintendência da instituição e depois caminharam pela avenida no sentido Consolação.
Agressão
No Butantã, funcionários da USP protestaram em frente ao Portão 1 da universidade. Uma mulher foi atingida com spray de pimenta no rosto, levou uma rasteira e um soco por um policial militar (veja o vídeo abaixo). Ao menos cinco manifestantes ficaram feridos, e um deles foi detido. A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp).

O vídeo feito pelo sindicato e obtido pelo G1 mostra a abordagem da Polícia Militar aos manifestantes. Nas imagens, um estudante é detido pela polícia e uma manifestante tem a bolsa tomada por um policial. Ao resistir ela tenta atingir o policial com um guarda-chuva, mas em seguida leva um jato de spray de pimenta no rosto.
Na sequência, um PM lhe dá uma rasteira, que a desequilibra. Quase no mesmo instante outro policial lhe dá um soco no rosto. A mulher cai na rua e os policiais se afastam. Imagens da TV Globo mostram policiais atirando e jogando artefatos explosivos em direção a um grupo de pessoas durante outro conflito (veja o vídeo abaixo). Um policial militar aparece com metade do corpo para fora do carro da viatura atirando contra pessoas.
Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que o titular da pasta, Alexandre de Moraes, mandou afastar o policial que aparece atirando para fora da viatura, "pois o procedimento em questão foi totalmente irregular".
"Preliminarmente, foram utilizados os meios necessários para que o cruzamento não fosse fechado pelos manifestantes. No entanto, a conduta posterior dos policiais será objeto de apuração", acrescenta a nota.

Ajuste fiscal e terceirização
O ajuste é uma série de medidas para reequilibrar as contas públicas. Na prática, significa cortar despesas do governo e elevar a arrecadação – pelo aumento de impostos e outras receitas. Entre as ações, estão projetos que dificultam o acesso a benefícios sociais como o seguro-desemprego e abono salarial, que já foram aprovados na Câmara.
O projeto de lei sobre a terceirização é criticado porque permite que as empresas contratem terceirizados para atividades-fim. Numa universidade, por exemplo, além de funcionários da limpeza e segurança, os professores também poderiam ser terceirizados. O texto foi aprovado na Câmara e é debatido no Senado.

Leia Também:

Cerco da PM a manifestantes marca ato contra falta d’água em SP

Curta a nóticia:
Curta o CEERT: