A Construção da Identidade Racial da Criança Negra no Contexto Escolar

Autor: Isabel Cristina Souza Gomes, Irmas Simas A. Affonso, Josiana Furquim Lopes e Marilene Ramis Data da postagem: 13:00 18/01/2019 Visualizacões: 2787
Curta a nóticia:
Curta o CEERT:
A Construção da Identidade Racial da Criança Negra no Contexto Escolar / Foto: Reprodução - Blogueiras Negras

A escola é reconhecida como um espaço sociocultural que deve refletir nossa nação, no entanto, isso não ocorre, conforme nascimento. A Escola tem sido palco de exclusão, ou sentimento de inferiorizarão racial (CAVALLEIRO, 2005).

Neste contexto, é extremamente difícil e até doloroso, assumir uma identidade racial em nosso país, principalmente, a negra, já que a educação é, consequentemente, a sociedade, muitas vezes, não trás o negro como algo, não é como um positivo (NASCIMENTO, 2005). E esta causa inúmeros danos aos povos negros e indígenas, por intermédio do racismo e seus subprodutos (PEREIRA, 2005).
Esta situação gera impasse nas relações sociais e raciais, resultando prejuízos a população negra, pois, não tem sua cultura e historia estuda em sala de aula e isso, leva-se a pensar, ou levar a dedução, de forma preconceituosa, que o negro e um ser aculturado.

Nessa temática a identidade racial da criança negra seja promovida há necessidade que a historia e cultura dos Afrodescendentes seja trabalhada em sala de aula. Atualmente isto esta assegurado na Lei Federal 10.639/03, que altera a Lei (LDB-Lei 9394/96) e torna obrigatório o estudo sobre a cultura e Historia Afro-Brasileira e Africana nas instituições públicas. Os Curriculares Nacionais para a implementação da Lei são politicas de ações afirmativas, fruto de anos de luta do movimento negro para que o estado brasileiro reconhecesse o racismo e traçasse estratégias para combatê-lo.

No inciso 1º LDB o conteúdo pragmático a que se refere o capt. Desse artigo incluirá o estudo da Historia da África e dos Africanos a luta dos negros no Brasil, a cultura negro brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e politica pertinentes a historia do Brasil.

2º Os conteúdos referente a historia cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artísticas, Literatura e História  Brasileira. Em homenagem ao dia da morte dos quilombolas zumbi.

Art. 79 O calendário escolar incluía 20 de novembro como’ ‘DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA. O plano recomenda que a temática étnico-racional seja incluída no Projeto Politico, Pedagógicos das escolas, em curso de formação de professores, as que sejam desenvolvidas pesquisas e materiais didáticos que contemplam a diversidade racial que haja mudanças no currículo para incluir o ensino da Historia e Cultura Africana e afro-brasileira (Brasil, 2009).

A lei 10.639/03 propõe novas diretrizes curriculares para o estudo da historia e cultura afro-brasileira e africana, os professores devem ressaltar em sala de aula a cultura afro-brasileira, na qual os negros são considerados como sujeitos históricos, valorizando-se, portanto o pensamento e as ideias de importantes intelectuais negros brasileiros a cultura (musica, culinária, dança) e as regiões de matrizes africanas.

O principal objetivo das Diretrizes é assegurar em todos os níveis educacionais o reconhecimento e valorização da identidade negra, bem como o reconhecimento da puridade étnico-racial, na tentativa de identificar e superar as manifestações educacionais uma nova relação entre os diferentes grupos étnicos racionais (Brasil 2004).

A Lei nº9394/93 de 20 de dezembro 1996. Porem, as leis sozinhas não basta, nessa luta, o papel do docente é fundamental. O professor deve possuir informação, formação, discernimento e sensibilidade sobre a situação da realidade social e racial do país para contribuir para a superação do preconceito e discriminação (PCNS, 1997).

{...} Ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão, mediados pelo mundo.

Assim é fundamental que o professor tenha a consciência e a sensibilidade em reconhecer que não é mais um educador-educando.

Isto significa que o professor aprende com o aluno e, que neste caso, ao lecionar a cultura afro-brasileira em sala de aula, professor não será apto para ensinar e aprender ao mesmo tempo, proporcionando assim, aos educandos e a si mesmo, momentos de reflexão e é aprendizagem mútua. (FREIRE. 1987).

Para que as crianças negras conheçam os referenciais positivos e construam sua identidade racial, a escola necessita aborda de forma real e não estereotipada, as questões raciais e o docente em um papel fundamental enquanto possibilita meios para que as crianças negras sintam-se estima em ápice.

A escola básica esta praticamente universalizada no Brasil, com quase todas as crianças tenho acesso a ela. No entanto a impressão e que a diferença entre negros e brancos não diminui o problema e que não há politica publica para garantir a permanência dessas crianças na escola. Uma das razões para a evasão é que as famílias precisam de que os filhos ajudem no orçamento e muitas crianças negras têm de começar a trabalhar. Além disso, inúmeros estudos tem mostrado que o racismo expulsa a criança da escola. Um dos primeiros foi escola em 1985 pelo professor Luiz Roberto Gonçalves, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e falava sobre o silencio do professor. Ele mostrava que a crianças negras sofre discriminação de outros colegas, mas o professor não sabe como lidar com isso ou não vê.

Esse não é um problema só do professor. Há uma ausência quase absoluta de imagens de população negra nas escolas. Observa figuras e cartaz da classe media, mas não vemos do pobre, do negro, do gordo. As imagens de negros em livros didáticos aparecem quase sempre de forma negativa. A forma depreciativa com que se trata a população negra faz com que os estudantes se afastem da escolar e não se identifique com ela.

A História dos negros brasileiros é também uma historia de sofrimento.

Referências Bibliográficas:

I de Gilberto Freyre, publicado em 1993. Essa historia foi floreada. Referimos aos africanos que vieram para o Brasil apenas como escravos, elas foram escravizadas. (Fonte: Folha de são Paulo)

TAGS: Ensino , negros, racismo, representante, secretaria de ensino.

(CAVALLEIRO, 2005).

Parte inferior do formulário

Isabel Cristina Souza Gomes (Creche Criança Feliz)

Irmas Simas A. Affonso (Escola Estadual Vinícius de moraes)

Josiana Furquim Lopes (Escola Estadual Vinícius de moraes)

Marilene Ramis (Escola Estadual Monteiro Lobato)

Curta a nóticia:
Curta o CEERT: