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Renda familiar de candidatos ao Programa Prosseguir de Salvador é inferior a um salário mínimo.

Autor: Redação CEERT Data da postagem: 10:08 10/03/2020 Visualizacões: 321
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Nova turma de Salvador da 2ª Edição do Programa Prosseguir/Imagem: CEERT

Dos 1.243 inscritos no Programa Prosseguir em São Paulo e Salvador, 866 eram da Bahia. Ao todo, foram selecionados 50 universitários que receberão uma bolsa de estudos e atividades extracurriculares de fortalecimento de capacidades de liderança

Dos mais de 1 mil e duzentos universitários negros que concorreram a vagas da segunda edição do Programa Prosseguir em São Paulo e Salvador, 866 eram da Bahia. A grande procura na região é atribuída à falta de oportunidades locais. Os 81 entrevistados contam com renda familiar de até um salário mínimo.

A baixa renda faz com que os jovens enfrentem grandes dificuldades para a permanência nos cursos, não tendo recursos até mesmo para transporte e alimentação. Pensando justamente nos desafios financeiros, psicológicos e estruturais enfrentados pelos jovens negros de baixa renda de 20 a 30 anos, o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert) oferece aos selecionados uma bolsa mensal de R$ 600,00 e um curso de 20 horas mensais, de março a dezembro de 2020.

O Programa Prosseguir visa a permanência de universitários negros com potencial de liderança e que se encontram em situação de vulnerabilidade socioeconômica, o que se tornou mais difícil, em função de cortes de recursos recentes em programas de ações afirmativas. 

Segunda edição 

Assim como no primeiro ano do programa, a segunda edição visa criar uma rede que propicie condições de transformar não apenas a vida dos participantes, mas sinalizar para a sociedade a importância de políticas institucionais de equidade racial e diversidade, como as ações afirmativas no ensino superior. 

Em Salvador, a formação será realizada em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e é sistematizada em três frentes: painéis, palestras e oficinas.  Também são oferecidas aulas de inglês, em parceria com a escola English First. 

Conscientização para a causa

De acordo com Daniel Teixeira, diretor do Ceert, a grande procura no nordeste ocorre devido à escassez de programas semelhantes na região. “Em São Paulo, há mais opções. Há um número crescente de programas voltados para o desenvolvimento de jovens negros, ainda que não sejam em quantidade suficiente”, disse. Além de oferecer uma estrutura que favoreça a permanência dos universitários, o programa visa oferecer sensibilização para a causa da temática racial. 

Apesar das ótimas notas, muitas vezes os alunos negros se sentem intimidados com códigos institucionais e nas relações profissionais, enfrentando dificuldades como falar em público e fortalecimento da autoestima. 

O curso de desenvolvimento de liderança, por exemplo, visa responder a essas demandas, além de propiciar diálogo sobre saúde mental e oficinas de coaching para desenvolvimento profissional e pessoal. 

 

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