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Política de cotas é um fortalecimento da luta contra o racismo, diz professor

Autor: Amanda Garcia Data da postagem: 14:00 12/11/2021 Visualizacões: 127
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Alunos acompanham aula de literatura na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP/Foto: Marcos Santos - USP Imagens

À CNN Rádio, Nelson Inocêncio da Silva reforçou que precisa haver acompanhamento da lei das cotas raciais, para se ter certeza de que ela funciona como deveria

Em entrevista à CNN Rádio, no quadro no CNN no Plural, o professor Nelson Inocêncio da Silva, da Universidade de Brasília – a primeira a aderir à política de cotas raciais –, avaliou que a lei tem “relevância, importância e significado emblemático.”

A política de cotas completará 10 anos em 2022 e, segundo ele, é necessária uma vigilância a respeito da qualidade dela, “além de estabelecer as condições para que ela funcione, pensar no processo e em como está sendo implementada”, para que tenha êxito.

“A cota é um fortalecimento da luta contra o racismo”, definiu.

Na avaliação do professor, ela “serviu também para estimular a juventude negra”, que é a mais afetada em todos os indicadores de mapas da violência, desemprego e educação.

Nelson afirmou que a lei ataca a questão do racismo estrutural: “A gente sabe que ele existe, essa política serve como estímulo para tentar romper essa estrutura e estimular as universidades que a questão existe, estamos falando do acesso da população, quando passa a ser significativa, estimula no sentido de repensar seus currículos, que são eurocêntricos”.

“As cotas viabilizam o acesso de um número mais expressivo de pessoas negras, mas estabelece provocações necessárias para a universidade”, completou.

 

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