Chamada Pública: ReIntegrar com equidade de raça e gênero para egressos do sistema carcerário ACESSAR

Daiane dos Santos sobre Rebeca Andrade: ‘1ª medalha olímpica do Brasil é negra’

Autor: Redação Hypeness Data da postagem: 10:28 02/08/2021 Visualizacões: 233
Curta a nóticia:
Curta o CEERT:
Rebeca Andrade se torna a primeira medalhista da ginástica em um esporte que foi dominado por brancos/Reprodução: Hypeness

Daiane dos Santos é uma das maiores atletas da história do Brasil. Ainda que a gaúcha de Porto Alegre nunca tenha conquistado uma medalha olímpica, ela conquistou o coração do nosso povo com sua medalha de ouro no Mundial de Anenheim, em 2003, ao som de ‘Brasileirinho’, e com a prata nos Jogos Panamericanos de 2007. Hoje, quando Rebeca Andrade conquistou a primeira medalha olímpica da ginástica feminina da história do Brasil, a hoje comentarista Daiane se emocionou pela importância de uma vitória desse tamanho para as mulheres negras no mundo do esporte.

Rebeca conquistou a medalha de prata com 57,298 pontos na Ginástica Artística solo, ficando por menos de 200 pontos atrás da estadunidense Sunisa Lee.

A comentarista da prova, Daiane dos Santos, mostrou emoção ao falar sobre o assunto:

“Agora a gente tem a primeira medalha do Brasil na ginástica artística com uma negra. Isso é muito forte. Até pouco tempo os negros não podiam competir em alguns esportes. É uma menina que veio de origem humilde, criada por uma mãe solo, veio de várias lesões para ser e a segunda melhor atleta do mundo”, disse.

Daiane foi massacrada pela mídia após não ter conseguido manter seu desempenho incrível no Mundial de 2003 para as Olimpíadas de 2004. Mas seu pioneirismo dentro da ginástica fez com que hoje pudéssemos ver Rebeca, que, durante a infância, era conhecida como a ‘Daianinha de Guarulhos’, cidade onde nasceu, na região metropolitana de São Paulo.

Daiane dos Santos no Campeonato Mundial de Ginástica de 2005/Reprodução: Hypeness

“É muito bom a gente poder ver que tudo o que a gente faz não é só para nós”, disse.

A inspiração não estava só no nome. Veja a similaridade entre o Duplo Mortal Estendido de Daiane em Atenas 2004 e o de Rebeca em Tóquio 2020:

Por um mundo com mais Daianes, Rebecas, Rayssas e mais mulheres negras no topo do pódio!

Curta a nóticia:
Curta o CEERT: