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Autor: Camila de Moraes Data da postagem: 11:00 02/09/2016 Visualizacões: 982
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New York é uma cidade que exerce enorme impacto social e cultural em todo mundo por meio do seu comércio, finanças, mídia, arte, moda, pesquisa, tecnologia e educação. Aqui nos Estados Unidos, New York é considerada como a capital cultural do mundo com a maior comunidade afro-americana. As indústrias criativas, como novas mídias, publicidade, design, moda e arquitetura representam uma parcela crescente do emprego. Se tratando de comunicação, a cidade é o principal centro em massa da América do Norte. É um local que mais sedia companhias de mídia e comunicações do país. A maioria das grandes editoras de revistas dos Estados Unidos estão sediadas em New York. É a cidade que possui mais editoras e agências de publicidade do país. É identificada como uma cidade altamente ativa e multicultural.

Por meio do Projeto Identidades Transatlânticas, que teve o apoio financeiro do governo do esta do Bahia, através do edital mobilidade artístico-cultural 2016, estou na capital do mundo e ainda fui convidada para ser correspondente internacional do Nação Z. Algo de extremo orgulho e satisfação pessoal. O intuito desse projeto é poder ser capaz de destrinchar os acontecimentos do ocidente negro para além das fronteiras territoriais e conseguir dialogar como bons aliados nesse mundo de cultura digital.

No Brasil é comum falar em mídia alternativa negra. Em certos momentos usei essa denominação também, até ser questionada em uma apresentação de um trabalho sobre o porquê de tratar a imprensa negra como alternativa. Agora aqui em New York percebo que fizeram dessa oportunidade um grande mercado financeiro e de grande potencial. Em relação ao segmento de revistas afro, os Estados Unidos possuem um dos mais extensos e importantes mercados. Segundo dados da ONG MPA (The Association of Magazine Media), são cerca de 100 publicações voltadas para esse público. Esse mercado editorial norte-americano é um dos mais bem- estruturados com uma rica diversidade da gama de publicações e é um nicho que tem publicações muitos específicas.  Tais publicações souberam acompanhar e pautar a constante evolução da sociedade, interpretando o mundo moderno do seu público sem subestimá-los.

A jornalista Camila Moraes realiza intercâmbio conhecendo experiências de comunicação afro americanas. (Foto: Divulgação)

A jornalista Camila Moraes realiza intercâmbio conhecendo experiências de comunicação afro estadunidense. (Foto: Divulgação)

Essa realidade é um reflexo de uma série de conjunturas sociais, econômicas e culturais. São publicações com textos bem trabalhados, com projeto editorial que valorize a força da palavra, da imagem e que busque o equilíbrio entre a escrita acadêmica, artística e jornalística. São revistas que prezam pelo seu conteúdo. Tratar a partir da perspectiva do individuo negro com profundidade, sem a simples preocupação em formar mais meros consumidores, e sim leitores interessados e/ou engajados em uma causa.

Tais publicações reforçam uma mensagem de empoderamento da comunidade negra norte-americana. Portanto, participar deste intercâmbio realizando essa pesquisa artístico-cultural é mais uma forma de poder continuar o diálogo entre as comunidades afro-brasileira e afro-estadunidense. A possibilidade de conhecer a trajetória dos distritos Harlem, Bronx e Brooklyn, por meio de uma imersão de dois meses será refletida para além das edições especiais da revista eletrônica Acho Digno, pois em oficinas, apresentações e diálogos, essa experiência será transmitida e revivida a cada instante.

Pensando na cultura como uma dialética entre invenção e tradição, nos deparamos em uma encruzilhada entre as matrizes milenares e tecnológicas. Com o intuito de discutir essas trajetórias é necessário percorrer os caminhos que já foram trilhados desde sua origem. Para entendermos melhor este contexto iremos conhecer o seu local de identidade e conseguir traçar um paralelo entre a cultura brasileira e a cultura norte-americana estadunidense. Buscamos nessa experiência e na tradição dessas culturas o “sentido do aprendizado artístico”.

É um constante exercício de buscar na memória, nas mais diversas fontes, aprender e saber o que esses artistas têm realizado e feito por sua comunidade por meio da arte. Poder compartilhar essa experiência também aqui no Nação Z é mais uma forma de nos conectarmos com o mundo, seja no Sul do Brasil, ou no nordeste, ou ainda no norte da América, seja onde for e no espaço que for, precisamos sempre compartilhar experiências e refletir sobre cada passo dado, buscando as melhores soluções para a evolução de um coletivo.

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