Médica, negra e nova diretora executiva da Anistia Internacional Brasil

Autor: Donminique Azevedo Data da postagem: 12:00 29/12/2016 Visualizacões: 40363
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Médica, preta e nova diretora executiva da Anistia Internacional Brasil / Foto: Correio Nagô

Formada em Medicina e em Comunicação, Jurema Werneck é a nova diretora executiva da Anistia Internacional Brasil. A gestão tem previsão de início a partir de fevereiro de 2017 e tem como desafio o avanço da missão da Anistia Internacional no Brasil.

Jurema Werneck é fundadora da ONG Criola, organização de mulheres negras no Rio de Janeiro que atua no campo dos direitos humanos, promovendo iniciativas de educação, mobilização, campanhas e comunicação com foco nas questões gênero e raça.

“Ir para a Anistia é dar continuidade e ampliar aquilo que já desenvolvemos na Criola, instituição que continuarei próxima. As perspectivas para gestão é atuar dando sequência ao excelente trabalho desenvolvido por Átila Roque. Vamos continuar ampliando as articulações no território nacional, lutando contra o genocídio da população negra”, revela Werneck, em entrevista ao Correio Nagô.

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Átila Roque deixa a Anistia Internacional em fevereiro de 2017. A instituição abriu escritório no Brasil em 2012 / Foto: Acervo - Anistia - Correio Nagô

De acordo com a Anistia Internacional, a nova diretora executiva também será responsável por gerenciar as atividades diárias da organização, atuando como principal porta-voz e ampliando a base de apoio da organização no Brasil, mobilizando ativistas e apoiadores para se juntarem à Anistia Internacional.

Anistia Internacional

Trata-se de um movimento global com mais de 7 milhões de apoiadores, que realiza ações e campanhas para que os direitos humanos internacionalmente reconhecidos sejam respeitados e protegidos. Fundada em 1961, hoje, está presente em mais de 150 países. No Brasil atua principalmente na área da segurança pública e sistema de justiça. Nos últimos cinco anos, as ações promoveram uma maior visibilidade ao tema de homicídio de jovens negros na agenda pública nacional, o reconhecimento da organização como voz independente para os direitos humanos, a mobilização da comunidade global contra violações no Brasil e a construção de uma forte rede de ativistas e doadores comprometidos em apoiar os direitos humanos no país.

Sobre Jurema Werneck

Médica, possui mestrado em engenharia de produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ (2000) e doutorado em comunicação e cultura pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2007). Tem ampla experiência nas seguintes áreas: políticas públicas para gênero, raça e equidade, anti-racismo, mulheres afro-brasileiras, cultura afro-brasileira e saúde da população afro-brasileira.

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