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No Dia Internacional da Prostituta, o Puta Dei, transexuais contam suas histórias

Autor: Luã Marinatto e Marina Navarro Lins Data da postagem: 11:00 04/06/2017 Visualizacões: 3106
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Meninas posam diante da Casa Nem / Foto: Fábio Guimarães - Extra - https://extra.globo.com/noticias/rio/no-dia-internacional-da-prostituta-puta-dei-transexuais-contam-suas-historias-21426499.html

“Eu tenho orgulho de ser puta”, diz Mel Resende, de 20 anos. “Somos guerreiras, a noite é muito cruel”, acrescenta Andressa, de 27, que abandonou os programas há três meses, a pedido do namorado. No Dia Internacional da Prostituta, comemorado em 2 de junho em vários países do mundo e batizado no Brasil de Puta Dei, o EXTRA ouviu as histórias de transexuais que trabalham ou já trabalharam pelas ruas da cidade, todas moradoras da Casa Nem, coletivo cultural sediado na Lapa.

— As pessoas gostam de sexo — resume Daniele dos Santos, de 29 anos, atualmente bilheteira em um teatro.

Para marcar a data, a Uerj será palco, no Instituto de Medicina Social (IMS), de uma mesa redonda com o tema “Mobilidades e prostituição: entre mitos e direitos”. Participarão do debate as professoras Laura Lowenkron, do próprio IMS, e Ana Paula Silva, da UFF, além das ativistas Bete Guedes e Indianara Siqueira, idealizadora da Casa Nem e vereadora suplente na Câmara Municipal. O evento ocorre das 14h às 17h e inclui uma “intervenção político- poética” com a trans Tertuliana Lustosa.

— Estamos fazemos essas comemorações para que o dia não passe em branco. Mas ainda há muito o que fazer contra o preconceito. O estigma está até nos movimentos de esquerda, quando chamam os golpistas de filhos da puta — afirma Indianara Siqueira, antes de acrescentar: — Em julho, teremos a comemoração dos 30 anos do movimento organizado de prostitutas no Brasil. Vamos aproveitar para criar o dia nacional de visibilidade das profissionais do sexo.

Mel Resende, de 20 anos: 'Orgulho de ser puta' / Foto: Fábio Guimarães

As comemorações pelo Puta Dei vão acontecer também na própria Casa Nem, na Rua Morais e Vale 18, na Lapa, a partir das 22h. A “Puta Festa dos Anos 80” tem ingressos a R$ 10, mas transexuais e travestis não pagam.

O Dia Internacional da Prostituta remete a 2 de junho de 1975, quando 150 profissionais liberais ocuparam a Igreja Saint-Nizier, em Lyon, na França, para protestar contra a discriminação e a violência por parte do estado. A data é festejada anualmente há mais de quatro décadas, desde 1976.

Daniele dos Santos, de 29 anos, com o uniforme que usa para trabalhar em teatro / Foto: Fábio Guimarães

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