Fátima Oliveira: Médica, ativista feminista e revolucionária

Autor: Redação CEERT Data da postagem: 10:00 29/12/2017 Visualizacões: 2358
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Fátima Oliveira: Médica, ativista feminista e revolucionária / Foto: Divulgação

Fátima Oliveira, 63 anos, médica, feminista emancipacionista, escritora, avó de Maria Clara, Luana e Lucas e mãe de Maria, Débora, Lívia, Gabriel e Arthur, parte neste domingo 05 de novembro de 2017.

Grande companheira na luta dos direitos reprodutivos e saúde da Mulher Negra, foi membro fundadora da Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Sexuais Reprodutivos, deixa um legado inenarrável.

Atuava no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte como médica, contribui com o estudo da Saúde da População Negra, Bioética, Programa Nacional de Anemia Falciforme, vários artigos de relevância.

Foi Membro do Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR) e do Conselho Consultivo da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe (RSMLAC) era uma grande ativista das questões étnico raciais e feministas, além ter sido uma árdua defensora do Sistema Único de Saúde e da Democracia.

Começou a participar da efetiva da luta feminista pela saúde da mulher em âmbito de organização coletiva nas preparatórias I Conferência Nacional de Saúde e Direitos da Mulher, 10 a 16 de outubro de 1986. Passou no vestibular de Medicina (1973), no bairro de Fátima, em São Luís, integrou um trabalho denominado Ninho (atual Pastoral da Mulher Marginalizada, da Igreja Católica), objetivo era aproximação com prostitutas para conversa sobre cuidados com problemas de saúde delas e de seus filhos, com encaminhamentos de consultas, remédios, alimentação, roupas, etc.

Credenciada pelo INAMPS e FUNAI, participando da ação política chamada Barco da Saúde, percorrendo as regiões ribeirinhas do Tocantins, para atendimento médico, odontológico, exames laboratoriais, gratuitos.

Grande defensora do SUS, reivindicava o conceito de integralidade do atendimento da saúde da Mulher, estando na fronte das defesas da materialidade da criação do SUS Lei. 8080/88 e posteriores até os dias de hoje, continuou agregando energia, artigos, participações e protagonismo, para a sua manutenção e aplicação integral.

Mulher Negra de energia, reconhecia os aspectos sistemáticos que pressionavam e tentavam golpear a Democracia, mas sempre se manteve incansável na defesa da cidadania plena e do direito a igualdade de oportunidades para todos e todas.

Doutora Fátima de Oliveira, presente em nossa história e nossa luta!!!

Combate ao Racismo da União Brasileira de Mulheres 

Flávia Costa

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