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Youtubers negras – referências sobre empoderamento, feminismo e combate ao racismo

Autor: Luana Borges Data da postagem: 10:00 04/12/2018 Visualizacões: 872
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Youtubers negras – referências sobre empoderamento, feminismo e combate ao racismo / Imagem: Reprodução - Bendita BF

Para lembrar que as referências tratadas no movimento #novembronegro devem servir para todos os dias do ano, porque na sociedade racista em que vivemos não basta não ser racista, para mudar as estruturas temos que ser antirracistas e conhecer referências que tratem disso com propriedade, como as Youtubers negras falando sobre colorismo, empoderamento, feminismo e muito mais.

Você sabe o que é colorismo? Conhece o termo palmitagem (relacionamento amoroso entre negros e brancos)? Sabe por que as cotas importam diante do legado racismo do Brasil? Sabe o que significa apropriação cultural? Esses e outros assuntos são abordados pelo feminismo negro e são tratados por youtubers que contribuem para “disseminar a negritude” no país.

Saber o que é colorismo é identificar o “lugar de fala” e os privilégios que a cor da pele carrega, sem desvalorizar negras e negros claras/os da sua negritude, mas usar essa questão corporal para enegrecer cada vez mais os espaços. O colorismo é um sintoma real do racismo e mantém uma cultura de restrição de espaços e oportunidades das pessoas negras de pele mais escura – o que reforça o racismo, nega a miscigenação racial com a falsa ideia de branquitude, de que a população brasileira é branca. Por isso, todos precisam saber sobre colorismo e outros temas do feminismo negro.

Atualmente existem Youtubers negras de diversas idades e regiões do Brasil que debatem esses temas e ajudam outras mulheres negras a terem uma autoestima melhor e a combater o racismo dentro e fora das redes sociais, questionando a falta de visibilidade das pessoas negras nos espaços de poder. Dentre essas vlogueiras que têm encontrado na Internet um lugar de resistência e de voz, estão:

Gabi Oliveira

A carioca Gabi Oliveira é criadora do canal DePretas, onde fala de sua identidade negra e do racismo na faculdade onde cursou comunicação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.Ela fala sobre cotas, representatividade negra na mídia e racismo nas rede sociais, além de estética negra e dicas de cuidados para cabelos crespos. Gabi acredita que estética negra já é militância, ou seja, uma forma de empoderamento feminino e negro e cita que a repercussão dos vídeos sobre estética é sempre positiva, diferente do conteúdo dedicado à militância: 

“Claro que ninguém vai reclamar de uma mulher falando sobre cabelo. Agora quando uma mulher, ainda mais uma mulher negra, decide criar sua própria narrativa, discordando muitas vezes do senso comum, aí as reações negativas são bem maiores.(…) Quando decidimos ir um pouco além do empoderamento estético, vemos o quão necessário é que falemos sobre coisas fora dos temas cabelo e maquiagem. A cada comentário contando uma história nova ou falando que entendeu determinado assunto através de um vídeo, percebo mais a minha responsabilidade de estar ali transmitindo uma mensagem de ânimo, de força, de questionamento, de dor mas também de encorajamento.”

Nátaly Neri

Nátaly Neri é criadora do canal Afros e Afins. Feminista, estudante de Ciências Sociais e apaixonada por brechós, ela discute sobre autoestima da mulher negra com vídeos sobre tutoriais de moda e reflexões sobre estereótipos negros na mídia. No mês de novembro ela criou o projeto YouTube Negro, para ampliar o impacto de discussões sobre representatividade, diversidade e questões raciais dentro e fora da plataforma

Ana Paula Xongani

Palestrante e empresária da moda afro, o canal  Ana Paula Xongani tem um canal com o seu nome. Nele, a youtuber reúne reflexões sobre moda, empreendedorismo negro, estética, autoestima e beleza negra. Mãe de uma menina de 2 anos, Ana Paula disponibiliza também vídeos com resenhas de livros infantis com personagens negras como protagonistas.

Maristela Rosa e Natlia Romualdo

O canal Papo e Preta existe para dar vez e voz a mulher negra e fala sobre cultura pop, cotidiano, beleza, sociedade, representatividade sob o olhar de Maristela Rosa e Natlia Romualdo.

Lorena Monique

Lorena é estudante de Ciências Sociais na UNB e criadora do canal Neggata, onde fala de forma criativa e bem humorada com “afrodeboche”. O seu projeto “Ah, branco, dá um tempo!” viralizou nas redes sociais, pois convidava estudantes negros da universidade a compartilharem frases que estavam cansados de ouvir no dia a dia.Com isso, a youtuber tem proposto outras importantes discussões do ativismo negro como feminicídio, apropriação cultural e privilégios na sociedade.

Luci Gonçalves

O canal Luci Gonçalves fala sobre beleza, favela, estilo de vida, comportamento, amores não românticos, bissexualidade, aceitação do próprio corpo e usa a hashtag #bondedaluci.

Joyce Geravaes

A estudante de Rádio e TV Joyce Geravaes criou o canal Joyce Show. A youtuber faz relatos pessoais com reflexões acerca do empoderamento da mulher negra e criou uma divertida linguagem de apresentação dos vídeos. 

Regianne Rosa

Cabeleireira em Nova York, a paulistana Regianne Rosa criou o canal Coisas de Preta com dicas de maquiagem e de cuidados com o cabelo crespo, além de algumas discussões sobre relacionamentos e racismo na perspectiva dela como mulher negra construindo uma nova vida nos Estados Unidos.

Patrícia Rammos

A baiana Patrícia Rammos tem o canal Um Abadá Pra Cada Dia. Atriz formação na Universidade Federal da Bahia, produtora e blogueira, ela atualmente mora em Honolulu, no Hawaii. Nos vídeos ela discute sobre cultura afro, resenhas de livros e filmes, dicas de estilo, empoderamento acerca de relacionamento abusivo, genocídio da população negra e o racismo.

Jacy July

Estudante de biblioteconomia e blogueira, criadora do canal Jacy July no Youtube trata do empoderamento feminino e negro. A carioca compartilha dicas de penteados, cuidados com o cabelo crespo e transição capilar.

Tati Sacramento

A jornalista criadora do canal Tatiane Sacramento mostra sua rotina saudável com alimentação equilibrada e exercícios físicos regulares, em vídeos sobre receitas, conversas sobre bem-estar e autoestima e sobre cuidados com um penteado black power.

Aline Custódio

Aline Custódio, paulistana criadora do canal Preta Aline Custódio que é referência em maquiagem para pele negra. Em 2007 ela começou o canal que mostra tutoriais de maquiagens e dicas de cuidado e manutenção de tranças, apliques e alongamentos para mulheres crespas.

Sá Ollebar

“Existe um apagamento enorme das mulheres negras nas principais mídias. E para nós que pensamos em construir um mundo mais representativo, até para que nossas crianças vejam um mundo com possibilidades, é importante que todo negro se posicione – cada qual com sua forma”, diz Sá ao apresentar seu canal Preta Pariu. Nos vídeos Sá fala sobre afroconveniência, palmitagem e solidão da mulher negra.

Xan Ravelli

A paulistana e musicoterapeuta por formação Xan Ravelli é criadora do canal Sou Vaidosa, em que fala sobre resenhas e tutoriais de beleza para mulheres negras e temas como maternidade, relacionamento, sexo e feminismo negro.

Débora Luz

O canal Débora Luz é referência sobre empoderamento e cabelo crespo, com dicas de beleza como hidratações caseiras, testar novos produtos e ainda cria conteúdo de comportamento.

Barraco da Rosa

Rosa Luz, criadora do canal Barraco da Rosa faz vídeos para refletir sobre racismo e outros preconceitos,  a partir de suas vivências como mulher transexual, periférica, negra e afro-latina.

Luciellen Assis

O canal Luciellen Assis fala sobre o seu processo de aceitação como mulher negra, representatividade e inspirações para outras mulheres negras.

Rayza Nicácio

Rayza é uma referência nacional em youtuber de beleza e representatividade negra.

Ana Lídia

Youtuber mineira que fala em seu canal sobre estilo, dicas de beleza e sua vivência como mulher negra e cristã, com temas antirracistas.

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