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Indicada ao Oscar, atriz indígena Yalitza Aparicio era professora em área rural sem saneamento básico completo

Autor: Redação Extra Data da postagem: 10:00 29/01/2019 Visualizacões: 263
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Yalitza Aparicio é professora e tem ascendência indígena / Foto: Lisa O´Connor - STR - Reprodução - Extra

O Oscar 2019 surpreendeu o público com o recorde de indicações de um filme estrangeiro, o mexicano "Roma"; chamou atenção ao eleger "Pantera Negra" como o primeiro longa-metragem de super herói na categoria de Melhor Filme... Mas a história real da atriz e professora indígena Yalitza Aparicio é digna de um roteiro de emocionar.

Indicada ao Oscar na categoria Melhor Atriz pelo papel de Cleo, protagonista de "Roma" (Alfonso Cuarón), a mexicana foi às lágrimas durante a cerimônia de anúncio dos eleitos pela academia e, nesta semana, endossou o marco que é sua indicação ao prêmio. Em entrevista à revista "Vanity fair", Yalitza, que é indígena e professora de uma área rural do Estado de Oaxaca, emocionou-se:

"Embora minha participação nisso seja curta, me sinto orgulhosa e tenho muita esperança por pessoas terem visto gente como eu — uma pessoa indígena — estrelando o filme de um diretor citado no Oscar. Isso reflete uma grande mudança em Hollywood".

A emoção de Yalitza em também ver seu próprio nome na lista das melhores atrizes do mundo foi assunto na imprensa internacional na última terça-feira. Desde 2002, ano em que Salma Hayek foi indicada ao Oscar por "Frida", esta é a primeira vez que uma mexicana é citada na categoria.

No México, Yalitza e seus três irmãos moravam em Campo de Aviacíon, no bairro Tlaxiaco. Segundo o jornal "El país", no município de apenas 40 mil habitantes, quatro a cada dez casas não têm saneamento básico. Até pouco tempo atrás, a atriz de 26 anos ajudava a família a fabricar um brinquedo artesanal enquanto não estava dando aulas para crianças num colégio local. A rotina mudou quando sua irmã mais velha as inscreveu no curso de interpretação de uma Casa de Cultura local.

De acordo com o jornal "El universal", as irmãs foram receosas de que a oferta profissional pudesse ter a ver com o "tráfico de mulheres", mas se depararam com o diretor Luis Rosales e a equipe que a possibilitou uma indicação história ao Oscar.

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