Mulheres Que Inspiram: 15 mulheres que provam que a luta das mulheres é uma luta de todos!

Autor: Redação CEERT Data da postagem: 10:34 08/03/2019 Visualizacões: 1191
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Mulheres negras brasileiras que estão atuando em prol dos direitos das mulheres / Imagem: CEERT

Relembre a trajetória dessas mulheres negras brasileiras maravilhosas que estão atuando em prol da igualdade e dos direitos das mulheres!

Confira lista abaixo:

Elisa Lucinda

Elisa Lucinda dos Campos Gomes é uma poetisa, jornalista, cantora e atriz brasileira. Vencedora do Troféu Raça Negra – 2010.

Finalista no Prêmio São Paulo de Literatura – 2015.

Elisa é uma voz presente no debate racial brasileiro, usando de sua plataforma e projeção para auxiliar a reflexão qualificada do assunto.

Erica Malunguinho

Erica da Silva, conhecida também como Erica Malunguinho é uma educadora, artista plástica e política brasileira. Em 2018, elegeu-se deputada estadual por São Paulo, sendo a primeira mulher transexual da Assembleia Legislativa de São Paulo, pelo Partido Socialismo e Liberdade. É a criadora da Aparelha Luzia, um quilombo urbano, espaço para fomentar produções artísticas e intelectuais na capital paulista. Ela também atua na área de educação, voltada para a capacitação professores da rede pública e privada.

Conceição Evaristo

Maria da Conceição Evaristo de Brito é escritora, romancista, contista e poeta brasileira, uma das vozes mais enfáticas sobre a condição da mulher negras e as dificuldades em serem vistas nos espaços de prestígio e legitimidade.

Adriana Barbosa

Empreendedora e fundadora da Feira Preta, evento que reúne cultura, produtos e serviços sob a estética afro. É considerada um dos 51 negros mais influentes do mundo em 2017, além de receber Prêmio Internacional pelo Most Influential People of African Descent, o MIPAD, um órgão que reconhece pessoas que mudam o mundo.

Luiza Bairros

Luiza Helena de Bairros foi uma administradora brasileira. Foi ativista, professora e ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Brasil entre 2011 e 2014. Faleceu em 2016 e deixou para trás um grande legado de luta e resistência para a comunidade negra e em especial as mulheres negras.

Talíria Petrone

Talíria Petrone Soares é professora e política brasileira. Exerceu o mandato de vereadora pelo Partido Socialismo e Liberdade na Câmara Municipal de Niterói, tendo sido a mais votada em 2016. Foi eleita deputada federal pelo mesmo partido nas eleições de 2018, com mais de 100.000 votos. Tarília reivindica o direito das mulheres negras ocuparem espaços de poder, sendo uma potente voz na denúncia contra as injustiças vivenciadas diariamente por todas as minorias.

Joana Félix

Joana D'Arc Félix de Souza é uma química, professora e cientista brasileira. Ganhadora de 82 prêmios na carreira, com destaque para o prêmio Kurt Politizer de Tecnologia de "Pesquisadora do Ano" em 2014. É docente e pesquisadora na Escola Técnica Estadual Prof. Carmelino Corrêa Júnior, em Franca, cidade do interior de São Paulo.

Erika Januza

Erika Januza da Trindade Gomes, é uma atriz e modelo brasileira. Iniciou sua carreira em 2012 protagonizando a minissérie Suburbia. Ficou nacionalmente conhecida pelo papel da juíza Raquel na telenovela “O Outro Lado do Paraíso”, de autoria de Walcyr Carrasco. Erika é uma figura importante na criação do imaginário social da a mulher negra. Viver uma juíza em pleno horário nobre abriu espaço para discussões envolvendo raça e gênero em todo o país. 

Kenia Maria

Escritora e ativista, Kenia foi nomeada pela ONU como Defensora dos Direitos das Mulheres Negras no Brasil e está entre as 100 personalidades negras mais influentes do mundo. É autora do livro infantil “Flechinha, o príncipe da floresta”, primeira obra de seis títulos da coleção “Contos de um Brasil que não sei”, que visa apresentar a história dos orixás para leitores em formação.

Gabi Oliveira (DePretas)

Gabi Oliveira é uma das youtubers mais influentes da atualidade. Em seu canal, Papo DePretas, Gabi discute feminismo, desigualdades raciais e de gênero, sem contar as dicas bafônicas sobre maquiagem (com foco na pele negra), reflexões sobre autoestima, empoderamento e representatividade. Sempre com um sorriso maravilhoso. Indicamos o vídeo “Tour pelo meu rosto”, favorito da equipe CEERT, com mais de 600 mil visualizações.

Taís Araújo

Taís Araújo dispensa apresentações. É uma das atrizes mais bem sucedidas do país, sem contar que também atua como apresentadora. Em 1995 teve sua estreia na televisão, como a protagonista de “Tocaia Grande”, na extinta Rede Manchete, emendando na sequência o papel que lhe alçaria ao estrelato de vez: “Xica da Silva”, vivendo a personagem título, criando sucesso internacional. Taís foi a primeira mulher negra a protagonizar uma novela em horário nobre, encarnando a mítica personagem Helena, presente em todos os folhetins de Manoel Carlos. Hoje é referência fora das câmeras, usando de seu prestígio profissional para denunciar o racismo estrutural da sociedade brasileira. É embaixadora da campanha “Vidas Negras” da ONU Brasil.

Preta Rara

Preta, gorda e rapper. Joyce Fernandes, conhecida como Preta Rara, faz do desconforto sua força motriz e criativa. Natural de Santos, mudou-se para a capital paulista para viver de seus projetos, usando do rap, da moda e da literatura para falar sobre racismo, machismo, gordofobia e feminismo, tudo isso sem ressalvas quanto aos incômodos gerados em seus interlocutores. Preta Rara faz parte de uma geração de mulheres que ocupa o espaço público e projeta sua voz intensamente, com o claro propósito de revolucionar os espaços em que transita. Toda a nossa admiração para essa mulher incrível!

Liniker

Liniker é a vocalista da banda “Liniker e os Caramelows”. Também compõe e canta músicas de gênero soul e black music. Com um visual que grita a palavra diversidade e uma voz que luta por equidade, a cantora se tornou uma das principais referências LGTBI+ da atualidade. Seu dueto com o cantor Johnny Hooker, “Flutua”, foi um dos pontos altos de 2018. Daqui pra frente, queremos mais Liniker para embalar nossos ouvidos e corações.        

Maju Coutinho

Maria Júlia Coutinho Portes, ou simplesmente Maju Coutinho, é jornalista, formada pela tradicional Faculdade Cásper Líbero, apresentadora, comentarista, radialista e repórter. Teve passagem pela TV Cultura, apresentando ao lado de Hérodoto Barbeiro o “Jornal da Cultura”, mas foi na Rede Globo que seu talento agraciou altos índices de audiência. Assumiu com êxito o posto de apresentadora de meteorologia, figurando no “Jornal Hoje” e “Jornal Nacional”. Teve passagens pelo “Bom dia Brasil”, “SPTV” e recentemente entrou para a história do jornalismo brasileiro ao ser a primeira mulher negra na bancada do “Jornal Nacional”, o mais importante programa jornalístico do país. A presença de Maju nos lares de milhões de brasileiros é um passo importante na disputa do imaginário social acerca da população afro-brasileira. Vida longa à Rainha.

Mafoane Odara

Mafoane Odara, é psicóloga e mestre em Psicologia pela Universidade de São Paulo, atuando como pesquisadora e especialista nas áreas de juventude, saúde, gênero e raça. Coordena a área de enfrentamento às violências contra as mulheres e meninas do “Instituto Avon”. Integra a “Rede pela Diversidade da Avon”, o “Conselho de Administração do Fundo Brasil de Direitos Humanos”, “Conselho de Desenvolvimento econômico e Social” (CDES) da Presidência da República, a “Rede de Líderes Políticos da RAPS” (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade) e o “Movimento Agora!”.
Tem se dedicado ao apoio e aprimoramento de iniciativas sociais e serviços públicos relacionados ao enfrentamento das violências de gênero e das desigualdades, a consolidação de programas de diversidade e direitos humanos, especialmente relacionados às questões de gênero e relações étnico-raciais e ao fortalecimento das mulheres na política institucional.

E é claro que não poderíamos deixar de falar de Marielle Franco:

Marielle Franco é mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré.

Socióloga com mestrado em Administração Pública.

Foi eleita Vereadora da Câmara do Rio de Janeiro pelo PSOL, com 46.502 votos.

Foi também Presidente da Comissão da Mulher da Câmara.

No dia 14/03/2018 foi assassinada em um atentado ao carro onde estava.

13 Tiros atingiram o veículo, matando também o motorista Anderson Pedro Gomes.

Quem mandou matar Marielle mal podia imaginar que ela era semente, e que milhões de Marielles em todo mundo se levantariam no dia seguinte.

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