Como criar oportunidades para mulheres negras na tecnologia

Autor: MARIANA IWAKURA Data da postagem: 18:00 13/03/2019 Visualizacões: 190
Curta a nóticia:
Curta o CEERT:
A PARTIR DA ESQ., ALEXANDRA PHILLIP, KAI MORTON, KIMBERLY BRYANT, AMINATA DIENG E OLIVIA ROSE / Foto: Reprodução

 Kimberly Bryant, fundadora da organização Black Girls CODE, inspirou-se na sua história e na própria filha para capacitar meninas negras em programação

Quando estava na faculdade, a engenheira da computação Kimberly Bryant se sentia numa espécie de ilha: havia poucas mulheres na sua turma, e pouquíssimas delas eram negras. Quando começou a trabalhar, não encontrou situação diferente. “Muitas vezes, eu era a única mulher na sala de reunião. Era certamente a única na liderança de uma equipe técnica.”

Mais tarde, a filha de Kimberly, Kai Morton, então com 11 anos, começou a se interessar por games e ciências. Mas não havia na comunidade lugares onde Kai pudesse desenvolver essas habilidades. E Kimberly não queria que a filha se sentisse tão sozinha quanto a mãe.

Desse pensamento nasceu a organização sem fins lucrativos Black Girls CODE, criada por Kimberly em 2011. O BGC oferece cursos de extensão e workshops de programação para garotas negras e tem hoje 14 unidades. Em 2019, Kimberly participou pela sexta vez do SXSW. Neste ano, ela trouxe quatro ex-alunas do BGC, que chama de “tech divas”: sua filha, Kai Morton, que estuda ciência da computação e desenvolvimento de games; Alexandra Phillip, aluna de engenharia de sistemas e astronomia; Aminata Dieng, estudante de ciência da computação; e Olivia Rose, que está no ensino médio e quer cursar computação e arte.

Em uma conversa no palco, elas discutiram como as mulheres negras podem conquistar mais espaço na tecnologia:

Conexão

“As mulheres têm um espírito mais comunal. A irmandade nos ajuda a passar pelos tempos ruins”, afirma Kimberly. Para ela, essa ligação entre mulheres as ajuda a não se sentir sozinhas na profissão.

Liderança

“Na minha faculdade, 85% dos alunos são homens. Por me destacar, eu tento ser líder em todos os projetos”, diz Alexandra. “É bom mostrar por que você é especial.”

Mentoria

“É preciso formar amizades e relacionamentos com pessoas que podem te ajudar, como colegas e professores”, afirma Aminata.

Amizades

“Ter uma tribo é crucial para mim. Meus amigos são engenheiros e cientistas”, diz Kai. “Estar no topo é ótimo, mas não vale nada se você não tem uma comunidade por trás.”

Família

“Use o apoio que você tem fora do campus, como na família. Eu sempre ligo para a minha mãe”, afirma Olivia. “Tento me lembrar que outras mulheres trilharam esse caminho – e com sucesso. Se elas conseguiram, eu consigo.”

Curta a nóticia:
Curta o CEERT:

Leia também