Mulheres negras e o direito de acesso à saúde!

Autor: Redação CEERT Data da postagem: 12:00 31/07/2019 Visualizacões: 769
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Mulheres negras e o direito de acesso a saúde / Foto: Fabielle Ferreira - CEERT

A partir de uma construção coletiva, envolvendo o CEERT e profissionais de saúde negras, foi desenvolvida a Oficina "Mulheres negras e saúde: Enfrentando a violência na construção de estratégias de resistência para a garantia de direitos", no dia 30 de julho no CCJ (Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso) na Zona Norte de São Paulo. Como um dos eventos do Calendário do Julho das Pretas 2019, foram debatidos os temas do direito de acesso a saúde de qualidade; violência doméstica; racismo institucional; a atuação das/os profissionais de saúde na rede de enfrentamento à violência contra as mulheres; as múltiplas expressões da violência vivenciadas pelas mulheres negras e a perspectiva interseccional.

Credenciamento da atividade / Foto: Fabielle Ferreira - CEERT

A atividade contou com a participação de Giselle dos Anjos Santos (CEERT); Claudia Adão (Rede Quilombação); Vaini Soares (Profissional de Saúde) e Juliana Gonçalves (Marcha das Mulheres Negras e Mandata Quilombo):

Giselle dos Anjos Santos, ativista e pesquisadora especialista em interseccionalidade que atua no CEERT / Foto: Fabielle Ferreira - CEERT

"A denúncia não necessariamente deve ser a primeira ação de uma vítima de violência, ela precisa ser fortalecida, acolhida e apoiada, para que consiga romper o ciclo da violência" - Giselle dos Anjos Santos.

Foto: Fabielle Ferreira - CEERT

Claudia Adão da rede Quilombação / Foto: Fabielle Ferreira - CEERT

Vaini Soares, possui especialidade em Saúde da Família / Foto: Fabielle Ferreira - CEERT

Juliana Gonçalves, jornalista, ativista pelos direitos humanos e integra a Marcha das Mulheres Negras de SP / Foto: Fabielle Ferreira - CEERT

O encontro consistiu em uma mesa de debate, com a finalidade de trazer dados e elementos conceituais para subsidiar as trocas nos grupos de discussões.

 

Foto: Fabielle Ferreira - CEERT

Após, foram formados grupos de discussões, conduzidos por duas articuladoras especialistas no tema, para fortalecer a dinâmica e a articulação entre as questões e pautas apresentadas.

Grupo 1 de discussão e dinâmica entre palestrantes e participantes / Foto: Fabielle Ferreira - CEERT

Grupo 1 de discussão e dinâmica entre palestrantes e participantes / Foto: Fabielle Ferreira - CEERT

Grupo 2 de discussão e dinâmica entre palestrantes e participantes / Foto: Fabielle Ferreira - CEERT

Grupo 2 de discussão e dinâmica entre palestrantes e participantes / Foto: Fabielle Ferreira - CEERT

A atividade se encerrou com uma atividade de socialização e troca dos conhecimentos reunidos nos grupos. Neste momento foram levantados diferentes pontos, como:

  • Atendimento as mulheres em situação de violência;
  • Investimento em conteúdo de comunicação qualificado sobre a violência doméstica a partir de uma perspectiva interseccional;
  • Pensar a efetividade da política Nacional de Enfrentamento à violência contra as Mulheres;
  • Formas de desconstruir a culpabilização da vítima;  
  • Pensar no processo educativo;
  • Dinâmicas existentes de naturalização da violência contra as mulheres; 
  • Incluir os homens no debate sobre o enfrentamento da
    violência; 
  • Mapeamento do território: precisamos conhecer os diferentes serviços da rede de enfrentamento a violência contra as
    mulheres da nossa região; 
  • Qual o papel das/dos profissionais de saúde negras e não negras:
    Quem cuida de quem cuida?

Roda de conversa para a troca de pautas compartilhadas e fortalecimento da rede / Foto: Fabielle Ferreira - CEERT

Roda de conversa para a troca de pautas compartilhadas e fortalecimento da rede / Foto: Fabielle Ferreira - CEERT

Os dados públicos, de diferentes fontes (Ministério da Saúde, Ministério da Justiça, ONU Mulheres) sobre o fenômeno da violência doméstica revelam dados alarmantes, principalmente no que tange às mulheres negras.

elas são:

  • 58,86% das vítimas de violência doméstica;
  • 53,6% das vítimas de mortalidade materna;
  • e 65,9% dos casos de violência obstétrica.

Dessa forma, o objetivo da ação foi:

Sensibilizar, engajar, mobilizar e capacitar as participantes para o enfrentamento da violência doméstica e familiar, a partir de um viés interseccional, entendendo que as diferentes camadas de opressão impactam os diferentes grupos de mulheres de forma distinta.

A atividade teve como público alvo pessoas interessadas pela temática (em especial mulheres), bem como ativistas, estudantes, pesquisadores, profissionais da saúde, segurança pública e demais áreas correlatas, dessa forma, o evento pode contar com um total de 23 participantes. Mulheres que sejam vítimas de violência são mais do que encorajadas a participarem do projeto!

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