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Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é celebrado online

Autor: Redação Catraca Livre Data da postagem: 08:36 25/07/2020 Visualizacões: 163
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Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é celebrado online/Reprodução: Catraca Livre

Entre as atrações maravilhosas estão as lives da Elza Soares e da Zezé Motta, o Festival Latinidades e a Feira Julho das Pretas!

A data de 25 de julho simboliza uma importante luta. É a celebração do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Teresa de Benguela, líder quilombola do século 18 que lutou contra a escravidão da comunidade negra e indígena. Por isso, separamos diversos eventos maravilhosos que acontecem durante esse fim de semana.

Tem shows, rodas de conversas, feira de artesanatos… Uma programação linda para fortalecer ainda mais esse movimento.

Vamos la?

Live Zezé Motta – Mulher Negra

No dia 25 de julho, a partir das 16h, acontece a live “Zezé Motta – Mulher Negra”, transmitida em todos os canais oficiais da cantora e atriz (YoutubeInstagram e Facebook).

No repertório foram selecionadas músicas que inspiraram compositores como Moraes Moreira, Luiz Melodia e Rita Lee a lhe entregarem canções inéditas para gravar. Também farão parte músicas em que Zezé foi inspiração para a sua criação, como por exemplo “Tigresa”, de Caetano Veloso.

Com mais de 50 anos de carreira, Zezé  se tornou figura respeitada da música, televisão e cinema, venceu o racismo e o preconceito, quebrou paradigmas e, desde a década de 1970,  usa seu espaço na mídia para denunciar, lutar e reivindicar a questão do negro.

Elza in Jazz

Crédito: @elzasoaresoficial/ FacebookElza Soares apresenta grandes hits em show

A rainha Elza Soares comemora os 90 anos em grande estilo! Os fãs podem acompanhar a live “Elza em Jazz”, transmitida a partir das 21h do dia 25 de julho, direto do seu canal do YouTube.

Ela canta grandes sucessos acompanhada por um quarteto de jazz formado por Jorge Helder (baixo acústico), Gabriel de Aquino (violão e guitarra), Márcio Bahia (bateria) e Netão (backing vocal).

Entre as canções selecionadas estão “Mulher do Fim do Mundo” (Rômulo Fróes/ Alice Coutinho), “Carinhoso” (Pixinguinha/ João de Barro), “A Carne” (Marcelo Yuka/ Ulisses Cappelletti/ Seu Jorge), Dor de Cotovelo (Caetano Veloso) e “Libertação” (Russo Passapusso).

Festival Latinidades

Com o tema “Utopias Negras”, o evento vai até o dia 27 de julho e está recheado de atrações empoderadíssimas. Destacamos algumas para vocês. Acompanhe as atrações no Instagram @afrolatinas, no Facebook @Festivallatinidades e no YouTube.

No dia 25, a partir das 17h, acontecem as mesas “Sonhos Latino-caribenhos – Mulheres em movimento, Amefricanidades e Feminismos insurgentes”, divididas em duas partes. Na primeira, reúnem-se a escritora e antropóloga Shirley Campbel Barr (Costa Rica),  a turismóloga indígena do povo Borari de Alter do Chão Leila Borari (PA), a ativista do Fora do Eixo e e gestora da Mídia Ninja Dríade Aguiar (MT), a coordenadora executiva do Coletivo Amazônico LesBiTrans Dandara Black Power (PA) e a rapper e integrande da dupla queer Krudas Cubensi Odaymar Kruda (Cuba).

Na parte 2, que começa às 19h, a conversa acontece entre a filósofa Katiúscia Ribeiro (RS), a ativista do feminismo negro Carla Akotirene (BA), a coordenadora regional nordeste do Instituto Brasileiro Trans de Educação Ana Flor (PE), a iyalorixá Winnie Bueno, a chefe da Unidade de Mulheres e Desenvolvimento (WAND), do UWI Open Campus, Taitu Heron (Jamaica) e a escritora feminista Joice Berth.

Quer música? Tem também! Entre às 19h e às 23h30 do dia 25 está programada uma maratona de shows! Anota aí: tem o rap da dupla Krudas Cubensi (19h),  o carimbó das Suraras do Tapajos (19h30), o blues/rock urbano e brasileiro da Haynna (20h), o rap e o r&B da Anna Suav (20h30), o som da multiartista Preta Ferreira (21h),  o rap da Bixarte (21h30),  o hip hop da compositora ameríndia Brisa Flow (22h), o rap potente com a união da MC Soffia e a artista visual e cantora Rosa Luz (22h30) e o rap da Enme (23h). Mais tarde, às 23h30, tem um set com a DJ Tamy.

No dia 26, das 14h às 16h, acontece o bate-papo “Criar juntas novas narrativas negras na internet”. Participam do debate a Bielo Pereira, que utiliza o instagram @HelloBielo como ferramenta para fomentar pautas de gordoativismo, empoderamento de pessoas negras e luta contra a discriminação da população LGBTQI+; a Xan Ravelli, nome por trás do Radar digital Soul Vaidosa; e a Lorrayne Carolyne.

Quem curte teatro pode aproveitar o espetáculo “Guerreiras”, do Duo Pretas (RJ). A apresentação acontece às 20h do dia 26 e tem como objetivo de narrar a trajetória de mulheres que conquistaram seus lugares na história sendo capazes de mudar a visão de uma sociedade inteira por décadas ou séculos.

Já a programação musical fica por conta da Orquestra Funmilayo Afrobeat (20h30) e da banda instrumental Panteras Negras (21h). Confira a programação completa do festival neste link.

Live Dançante com o coletivo Turmalinas Negras

Por meio do projeto Solos – Um corpo, o coletivo Turmalinas Negras faz reflexões sobre seu fazer artístico enquanto mulheres e artistas negras. A Live Dançante acontece no dia 26, em quatro partes, todas exibidas no Instagram e no Facebook do Centro de Referência da Dança.

Atenção para os horários. O Solo 1 – “Herança” começa às 14h no Facebook. O Solo 2 – “Mulher Brasileira” tem início às 16h, no Instagram. O Solo 3 – “No baile – um diário suburbano” começa às 18h, no Facebook. Já o o Solo 4 – D[entre] tantas tem início às 20h, no Instagram.

Feira Julho das Pretas

Com o objetivo de promover o empreendedorismo e empoderamento econômico de mulheres negras, nasceu a Feira Julho das Pretas. Você pode adquirir uma série de itens entrando em contato direto com as vendedoras. Basta acessar este link até o dia 26 de julho.

Tem uma infinidade de itens: artesanato, produtos afros, orgânicos e alimentos de fabricação própria. É só escolher! Ajude a fortalecer essa rede.

“Círculo – Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha‎”

No dia 25 de julho, das 15h às 17h, acontece um bate-papo destinado apenas às mulheres ou pessoas que se identifiquem com o gênero feminino. O encontro virtual é organizado pelo coletivo Opá Negra. Para saber mais informações, acesse o evento no Facebook.

A ideia é conversar sobre a criação do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. De escravas à empregadas domésticas, a exploração dessas mulheres só tomou outra forma: a falta de representação nos campos de pesquisa e nas participações de poder público não chega perto dos números de vidas negras.

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