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O 25 de Julho de 2020 e as reinvenções das lutas ancestrais das mulheres negras.

Autor: Giselle dos Anjos Santos Data da postagem: 10:00 28/07/2020 Visualizacões: 210
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O 25 de Julho de 2020 e as reinvenções das lutas ancestrais das mulheres negras.

Estamos vivendo um momento ímpar, devido à pandemia do novo coronavírus, que nos obrigou a seguir as recomendações de distanciamento social, e assim consequentemente, reinventar nossas formas de atuação política. Por isto, neste Julho das Pretas de 2020, quando comemoramos o Dia da Mulher Afro Latina e Caribenha e o Dia de Teresa de Benguela, as diferentes organizações e redes de mulheres negras do país propuseram centenas de atividades e eventos online.

O CEERT, conjuntamente com parceiras, se somou a essa iniciativa com um calendário de lives para o #JulhodasPretas, com o objetivo de realizar uma disputa de narrativas, trazendo a voz das mulheres negras para o centro da discussão sobre problemáticas sociais urgentes.

O primeiro debate sobre “Políticas públicas e saúde das mulheres negras” contou com a participação de Maria Inês Barbosa, Amanda Arlete e Alva Helena de Almeida. Já a segunda live, “Mulheres negras e a questão ambiental: impactos, desafios e contribuições”, teve a participação de Angela Gomes (MNU) e Maria Aparecida Mendes (CONAQ). Na terceira, “Mulheres negras na construção de um novo pacto civilizatório”, participam Cida Bento (CEERT), Benilda Brito (ODARA) e Maria Malcher (CEDEMPA - AMNB).

Esses debates de alta qualidade demonstraram nitidamente que mesmo frente a tantas adversidades, as mulheres negras de hoje estão dando sequência à uma luta de caráter ancestral, pela defesa da equidade. Existem atualmente inúmeros exemplos de organizações e iniciativas autônomas promovendo outros saberes e valores políticos. Por exemplo, as mulheres negras estão na liderança da luta contra o genocídio da juventude negra, contra a insegurança alimentar, pelos direitos das comunidades quilombolas, na defesa do SUS, na linha de frente das redes de empreendedorismo, etc. Inclusive no contexto atual, as organizações de mulheres negras estão desempenhando um papel central para minimizar os impactos da COVID-19 nas comunidades periféricas de todo o país.

Ou seja, seguimos nos inspirando em Teresa de Benguela e tantos outros exemplos, mas estamos constantemente nos reinventando na luta para a construção de uma sociedade mais justa, onde a equidade de gênero e raça sejam uma realidade.

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