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Flávia Oliveira fala de jornalismo e o empoderamento da mulher negra

Autor: Maurício Miranda Data da postagem: 14:00 07/09/2020 Visualizacões: 129
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Flávia Oliveira/Reprodução: Solidario Noticias

O jornalismo sempre esteve presente na vida de Flávia Oliveira, atualmente a apresentadora e comentarista de área econômica na Globo News. Criada no bairro de Irajá, Flávia afirma que sempre gostou der ler jornais e revistas. Sua opção pelo jornalismo começou ao assistir à programa da TVE. Quando pensava em fazer História ou Estatística. Segundo Flávia, a representatividade da população negra brasileira está na casa dos 28%. Ou seja: o maior contingente populacional do ponto de vista de gênero e raça. Mesmo assim, pequena na frente das câmeras no caso do jornalismo televisivo (por trás das câmeras) e nas chefias (comando de equipe). Flávia afirma que, embora, tenha aumentado a representatividade, a visibilidade e voz, ainda está em falta.

Na opinião da apresentadora, ao não se tratar da situação do negro sobre qualquer análise de indicadores sociais e econômicos, no aspecto de inclusão ao mercado de trabalho, é colocar o negro brasileiro em situação precária. Do ponto de vista estatístico, sócio e econômico. A maioria dos negros está desempregada. Os informais, sem carteira, sem o menor nível de remuneração. Mulheres que ganham menos do que os homens declarados brancos em posição de assimetria. Ainda que leve em conta que homens e mulheres negras, tenham aumentado o nível de escolaridade nas últimas décadas.

No Brasil, na esteira da política de acesso por conta da adversidade, o mercado de trabalho ainda discrimina o acesso dos negros. Para as vagas mais precárias do mercado de trabalho e mesmo quando há possibilidade de inserção por nível de remuneração, às oportunidades são limitadas. “Nós não temos empresas majoritariamente comprometidas com a adversidade. O que seria bom para os negros, incluídos do ponto de vista da melhoria do padrão de vida e na realização de projetos pessoais, familiares e profissionais”, disse.

Ao ser perguntada o que atribuiria o empoderamento da mulher negra na sociedade atual, Flávia toca no aspecto jornalístico. Afirmando que tem a ver com o aumento de escolaridade e a ajuda na aproximação e na unificação de discurso e instrução de alguns consensos. Do ponto de vista do movimento de mulher negra, que sempre foram combatíveis. Segundo Flávia, o ano de 2020 apresenta essa percepção. Do aumento de empoderamento.

Flávia se considera uma vencedora. Por ter sido uma estudante, que veio de escola pública durante o período de sua trajetória estudantil. Convicta que é possível vencer, ainda que barreiras possam existir.

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