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Eleições 2020: discriminados buscam inserção na política

Autor: Carmela Zigoni Data da postagem: 13:40 14/10/2020 Visualizacões: 141
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Eleições 2020: discriminados buscam inserção na política/Reprodução: Tribuna de Jundiaí

Ainda que com desigualdades profundas, as Eleições 2020 contarão com 88.555 mulheres negras disputando diferentes cargos. Dessas, apenas 2,7% disputarão prefeituras

As candidaturas às Eleições 2020 revelam o esforço de diversos grupos sociais historicamente discriminados por ocupar espaços institucionais da política. Ainda que lentamente, pessoas negras e indígenas vão aumentando sua presença nas telas das urnas. A proporção de candidaturas de mulheres, por exemplo, cresceu de 31,9% para 33,2%  em relação ao pleito de 2016, e de 14,7% para 16,1% no caso de mulheres negras (pretas + pardas). As candidaturas indígenas, embora ainda bastante minoritárias, aumentaram de 0,35% em 2016 (1.712) para 0,39% (2.172) em 2020, em todas as regiões do Brasil.

Pessoas transexuais também estão no páreo. Apesar do nome social ter sido aceito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apenas em 2018, nessas eleições já são 162 candidaturas registradas com o nome social (pessoas trans que já fizeram a mudança no registro de nascimento não aparecem neste dado, o que sinaliza para um número ainda maior).

Além disso, as candidaturas coletivas, que expressam o desejo de desnaturalizar a concentração de poder e a centralidade no indivíduo, aparecem com força nestas eleições: são pelo menos 328 candidaturas coletivas em todo o Brasil, tanto nas capitais quanto nas cidades do interior, distribuídas por pelo menos 23 partidos políticos (de diferentes espectros ideológicos) e para todos os cargos, embora se concentrem, sobretudo, nos cargos de verador(a).

Leia mais em https://www.em.com.br/app/noticia/opiniao/2020/10/13/interna_opiniao,1193975/eleicoes-2020-discriminados-buscam-insercao-na-politica.shtml

 

 
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