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Antonieta de Barros: a mulher pobre e feminista que se tornou a primeira deputada negra do Brasil

Autor: Redação FOPIR Data da postagem: 13:46 14/10/2020 Visualizacões: 153
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Antonieta de Barros: a mulher pobre e feminista que se tornou a primeira deputada negra do Brasil/Reprodução: Huffpost

Antonieta de Barros (1901 – 1952). Professora de português e literatura, cronista e feminista. Autora do livro Farrapos de Ideias. A partir de 1934, envolve-se sobre direitos civis, sociais e políticos, em especial, o direito da mulher ao voto. Elege-se deputada estadual na Constituinte de 1935 pelo Partido Liberal Catarinense (PLC), na qual tem atuação fortemente voltada aos direitos das mulheres. É a primeira mulher a ser eleita para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, e a primeira mulher negra em um cargo eletivo no Brasil.

Em um de seus textos, sobre a constitucionalidade do voto feminino, provocou: “Que seremos nós, as mulheres? Irracionais ou domesticadas? Porque esta questão de inteligência e aptidões femininas, ora em foco, se resume, digamos de passagem, em classificar a mulher entre as criaturas superiores ou entre os irracionais […]. É isto que está agonizante e querem reviver […]. Inferior aos próprios irracionais, doméstica e domesticada, se contentará, eternamente em constituir a mais sacrificada metade do gênero humano?”.

Seu primeiro mandato vai até o final de 1937, quando golpe liderado pelo presidente Getúlio Vargas fecha assembleias, o congresso nacional e diversos partidos, dando início ao período autoritário conhecido como Estado (1937 a 1945). Antonieta retorna a Assembleia Legislativa em 1948. Continua a defender a emancipação feminina e a educação. Seus projetos viram leis. Em 1951, porém, a oposição vence as eleições. O governador Irinei Bornhausen desfaz as conquistas do governo anterior. A política dos adversários a consomem e Antonieta fica doente. Em 28 de março de 1952 passa ao Orum deixando um legado inspirador de luta contra a sociedade machista, racista e burguesa.

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