Rede de mulheres fortalece o feminismo negro na América Latina e no Caribe

Autor: Antonio Carlos Quinto Data da postagem: 16:00 02/07/2021 Visualizacões: 170
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Vicenta Camuso (em pé) é coordenadora da Região Cone Sul da Rede de Mulheres Afro-latinoamericanas, Afrocaribenhas e da Diáspora, e participou do Fórum Permanente de Mulheres Negras no Fórum Social Mundial 2018/Reprodução: ONU Mulheres

Tese defendida no Prolam da USP traz análise sobre o pensamento feminista negro na América Latina e Caribe e a Rede de Mulheres afro-latino-americanas, afro-caribenhas

Na entrevista desta quinta-feira (1º) ao podcast Os Novos Cientistas, a jornalista Tatiana Cavalcante de Oliveira Botosso descreveu como realizou seu estudo de doutorado no Programa de Pós-Graduação Integração da América Latina (Prolam) da USP, em que teve a orientação do professor Dennis de Oliveira, da Escola de Comunicações e Artes (ECA). Na pesquisa intitulada Vozes insurgentes: o discurso do feminismo negro na América Latina e Caribe, Tatiana estudou o pensamento feminista negro na América Latina e Caribe e a Rede de Mulheres afro-latino-americanas, afro-caribenhas e da diáspora. A análise envolveu aspectos do racismo, gênero e classificação social do colonialismo.

Para a jornalista, as vozes das mulheres negras sempre foram “insurgentes” na medida em que elas sempre lutaram pela liberdade. Essa luta, segundo a pesquisadora, vem desde o período escravista depois da Abolição. Mas há, segundo a pesquisadora, diferenças entre os países. “Dentro do movimento do feminismo negro o que é unificador é o combate à opressão racial e de gênero. Isso unifica, mas óbvio que cada país tem suas especificidades. No Brasil, por exemplo, temos o quesito de raça, cor, gênero recortado nos dados do censo do IBGE, mas em outras nações não há esses dados”, informou, lembrando que essas informações são importantes por serem geradoras de políticas públicas voltadas para essa população.

A pesquisa de Tatiana teve início em 2018, quando foi realizado o Fórum da Rede de Mulheres afro-latino-americanas afro-caribenhas da diáspora, entre 10 a 14 de outubro daquele ano na cidade de Cali, na Colômbia. O encontro teve a participação de cerca de 200 mulheres de 21 países diferentes”, lembrou a jornalista. Ela acompanhou as discussões do fórum e entrevistou algumas lideranças da Rede de Mulheres afro-latino-americanas, afro-caribenhas e da diáspora. “Essa rede nasceu de uma necessidade das mulheres negras da região de ter uma articulação própria”, enfatizou Tatiana. O primeiro encontro de mulheres negras latino-americanas e caribenhas foi realizado do dia 19 a 25 de julho de 1992, na cidade de Santo Domingo, na República Dominicana. “A rede surgiu desse encontro, que teve cerca de 400 participantes de 32 países diferentes. Foi quando foi criado o dia internacional da mulher afro-latino-americana e afro-caribenha, 25 de julho”, lembrou Tatiana.

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