Nossa Língua: A rota dos escravos

Autor: Patrick Luvuezo Data da postagem: 16:30 12/07/2016 Visualizacões: 1076
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Em sua estreia, Nossa Língua traça um panorama do comércio de escravos da Coroa Portuguesa e revela que depois da abolição do tráfico, este se manteve camuflado até meados do século XX, explorando os “contratados” africanos.

A exploração da mão de obra escrava pela Coroa Portuguesa ocorre com a chegada donavegador Diogo Cão e colonos ao reino do Congo. Com eles, chegaram os primeiros missionários, que construíram a primeira igreja cristã, em 1491.

evangelização abre caminho para subjugar o poder local e permite o comércio de seres humanos. Na maioria dos casos, os africanos eram aprisionados em guerras feitas por chefes tribais, reis ou sobas africanos, para serem vendidos aos traficantes de Portugal e de outras nações europeias em troca de armas de fogo, tecidos, espelhos, utensílios de vidro, de ferro, tabaco e aguardente, entre outros.

Depois da abolição do tráfico de escravos, este continuou até meados do séc. XX, quando “contratados” africanos trabalhavam nas roças de São Tomé, Cabo Verde e Guiné.

Com imagens gravadas no Zaire – M´banza Congo – e Soyo; Cuanza Norte (Massangano), Cabinda (Lândana), Benguela-Catumbela (Praia Bebé) e Lobito (Egípto Praia), A rota dos escravos retrata um período terrível da história de Angola, Portugal e demais colônias Portuguesas na África.

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