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APCA: Escritoras baianas estão entre os melhores de 2017 nas artes

Autor: Donminique Azevedo é repórter do Portal Correio Nagô Data da postagem: 11:00 20/12/2017 Visualizacões: 824
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Durante o Festival A Cena Tá Preta, em Salvador, Cássia Vale fez o lançamento do livro infantil “Calu, a menina cheia de histórias”, escrito em parceria com Luciana Palmeira e publicado pela Editora Malê. FOTO: Facebook

Dois livros escritos por mulheres negras baianas estão entre os melhores de 2017, eleitos pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA).

A votação, realizada na última segunda-feira (11), escolheu os melhores nas categorias: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Erudita, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão. Em Literatura, 

Calu: uma menina cheia de história (Malê), de Cássia Valle e Luciana Palmeira, com ilustrações de Maria Chantal, ganhou na categoria Infantil/Juvenil.

Em Poesia, o vencedor foi o livro Dia bonito parachover (Malê), de Lívia Natália.

“A escrita de mulheres negras é escuta. Uma concha banhada no marinho, uma carta lançada ao tempo. A escrita das nossas antepassadas ressoa em cada um de nós. O prêmio APCA de melhor livro do ano na categoria poesia de 2017 é nosso, de todas e de todos nós. Obrigada, a todas as pessoas que sempre acreditaram e sempre estiveram junto. Obrigada aos Orixás, aos Encantados e a todas as mulheres negras que pisaram antes neste chão, abrindo caminho!”, comemorou Lívia Natália, em sua página no Facebook.

Calu: uma menina cheia de histórias

No livro, Calu procura uma forma de transformar o bairro em que mora em um museu a céu aberto. O livro ressalta importância de trabalhar o sentimento de pertencimento da população para o patrimônio material e imaterial.
Quanto: R$ 30 (no site da editora Malê)
 
 

O livro Dia bonito pra chover é uma dessas coisas novas que o amor tem para contar. Rumas de corais feitos de palavras que, mesmo narrando vivências de correntezas, ainda guardam o tempo das conversas de semear os dias. Poemas que alcançam aquela nota mais alta da música. Um espelho da profundidade e faceirice que é a autora, Lívia Natália. Percebe-se: ali mora a magia e o tempo das noites frias.  Ali é onde cravejado os olhos infantis vê-se que o amor não é uma mordaça e sim a oportunidade ser única. Nas linhas que brotam em cada página “se amostram” um lado lua tão forte e inevitável quanto a nuvem que precipita chuva e cai derramando-se nos mistérios de um Rio. Lê-lo é desvela-se. Revolver-se. É sim! Aquela água toda. Aquela força toda. Aquela profundeza de dar medo. Versos que benzem tinos, rezam rumos, curam juízos abalados, lavam bocas maledicentes. Uma torrente que tudo flui e penetra, até mesmo as mais áridas almas. O que há dentro aqui? Uma porção de fluidos de “Palma da Rainha”. As águas frias e banzadas da Lagoa de Abaeté. Segredos e anseios de palha da costa por cima do barro. Assim segue tsunami que anseia tomar cidades. Um livro (ELA). Um poço sem fundo.

Quanto: 35 (no site da Editora Malê)

 

 

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