São Paulo faz aniversário: 9 ruas e avenidas da cidade com nomes de pessoas negras que talvez você não conheça

Autor: Redação CEERT Data da postagem: 11:40 25/01/2019 Visualizacões: 2440
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São Paulo faz aniversário: 10 ruas e avenidas da cidade com nomes de pessoas negras que talvez você não conheça / Foto: Divulgação - CEERT

"Quando você vir uma placa de rua preta, pare e conheça um pouco mais sobre a figura que está ali. Você vai entender melhor a relevância e o impacto que o povo e a cultura afro tiveram na sociedade brasileira”

(Coletivo João Silva)

O coletivo João Silva, é responsável pelo projeto Consciência Negra Na Rua, que homenageia essas ruas e avenidas com adesivos que contam as histórias dessas personalidades negras. Confira!

1- R. André Rebouças

Formado em engenharia civil, André Rebouças serviu na Guerra do Paraguai e projetou a estrada de ferro que liga Curitiba ao Porto de Paranaguá, no Paraná. Abolicionista, ajudou a fundar a Sociedade Brasileira contra a Escravidão, com Joaquim Nabuco e José do Patrocínio. Monarquista, teve de se exilar na Europa após a Proclamação da República, em 1889. Junto com o irmão Antônio, também engenheiro, batiza a Avenida Rebouças, que atravessa a Zona Oeste da capital. Morreu em 1898, aos 60 anos.

2- R. Lima Barreto

Afonso Henriques de Lima Barreto, foi um jornalista e escritor que publicou romances, sátiras, contos, crônicas e uma vasta obra em periódicos, principalmente em revistas populares ilustradas e periódicos anarquistas do início do século XX. A maior parte de sua obra foi redescoberta e publicada em livro após sua morte por meio do esforço de Francisco de Assis Barbosa e outros pesquisadores, levando-o a ser considerado um dos mais importantes escritores brasileiros.

3- R. Teodoro Sampaio

Theodoro Sampaio, filho de uma escrava negra, foi um dos maiores pensadores brasileiros de seu tempo. Engenheiro por profissão, legou-nos uma bibliografia de vasta erudição geográfica e histórica sobre a contribuição das bandeiras paulistas na formação do território nacional, entre outros temas. É formidável sua sofisticação na percepção da importância dos saberes indígenas (caminhos, mas não só) na odisseia bandeirante. Igualmente digna de consideração foi sua contribuição ao estudo de vários rios brasileiros, de pinturas rupestres em sítios arqueológicos nacionais, do tupi na geografia brasileira e da geologia no País. Neste campo, a geologia brasileira, participou de momentos marcantes, como a expedição de Orville Derby ao vale do rio São Francisco e de comissões específicas. Além disso, foi grande amigo de Euclides da Cunha, e auxiliou o escritor com conhecimentos sobre o sertão baiano na elaboração do livro Os Sertões.

4- R. José do Patrocínio

José Carlos do Patrocínio, foi um farmacêutico, jornalista, escritor, orador e ativista político brasileiro. Destacou-se como uma das figuras mais importantes dos movimentos Abolicionista e Republicano no país. Foi também idealizador da Guarda Negra, que era formada por negros e ex-escravos, sendo vanguarda do movimento negro no Brasil.

5- R. Torres Homem

O único negro a comandar a economia brasileira em toda a história.

Mesmo sendo considerado um homem de destaque no império, sempre sofreu preconceito. Era retratado como macaco em caricaturas da época.

Mas isso só provou que se tratava de talento e nada mais.

Teve uma carreira de sucesso. Além de um grande abolicionista, foi conselheiro do estado, deputado geral, ministro da fazendo, presidente do Banco do Brasil, e senador do Império.

Mesmo fazendo parte de sociedades secretas republicanas, recebeu o título de Visconde do Imperador.

6- R. Cruz e Souza

Cruz e Souza foi um poeta simbolista brasileiro. Ele foi o precursor do movimento simbolista no Brasil com a publicação de suas obras “Missal” (prosa) e “Broquéis” (poesia) em 1893.

É patrono da Academia Catarinense de Letras, representando a cadeira número 15. Ao lado de Alphonsus de Guimaraens, ele é um dos mais importantes poetas do movimento no país.

7- R. Mário de Andrade

Mário de Andrade foi um escritor modernista, crítico literário, musicólogo, folclorista e ativista cultural brasileiro.

Seu estilo literário foi inovador e marcou a primeira fase modernista no Brasil, sobretudo, pela valorização da identidade e cultura brasileira.

Ao lado de diversos artistas, ele teve um papel preponderante na organização da Semana de Arte Moderna (1922).

8- R. Machado de Assis

Considerado o maior nome da literatura nacional. E há também que leve sua genialidade a nível mundial.

Ele fez por merecer. Escreveu bem em praticamente todos os gêneros literários.

Além de um importante relator de fatos político-sociais da época, foi o introdutor do realismo no Brasil.

Machado escreveu clássicos como: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro centenas de contos, peças de teatro, sonetos e poemas.

O primeiro presidente da Academia Brasileira de letras ainda hoje é reverenciado pela inovação e audácia em temas precoce. É, não foi à toa que já foi colocado ao lado de Dante, Shakespeare e Camões.

9- R. Luiz Gama

Nascido de mãe negra livre e pai branco, foi contudo feito escravo aos 10, quando seu pai o vendeu para pagar uma dívida de jogo. Permaneceu analfabeto até os 17 anos de idade. Conquistou judicialmente a própria liberdade e passou a atuar na advocacia em prol dos cativos, sendo já aos 29 anos autor consagrado e considerado um dos maiores abolicionistas do Brasil.

Tornou-se jornalista renomado ligado aos círculos do Partido Liberal. Junto a Rui Barbosa, fundou o jornal Radical Paulistano em 1869. Foi um dos raros intelectuais negros no Brasil escravocrata do século XIX, o único autodidata e o único a ter passado pela experiência do cativeiro.

Apesar de não ter se formado, tinha a autorização do poder judiciário para exercer a advocacia em primeira instância. Pautou sua vida na defesa da liberdade e da república, ativo opositor da monarquia, veio a morrer seis anos antes de ver seus sonhos concretizados.

Extra: R. João Cachoeira

Filho de escravos, era agregado da família Couto de Magalhães. Sempre foi muito querido pela família que era proprietária das terras que se tornaram o bairro do Itaim.

Era conhecido pela sua alegria. Trabalhou duro durante anos para a mesma família. Como homenagem por todos esses anos de dedicação, virou nome de rua.

(Não foram encontradas imagens dele)

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