74 anos de Bob Marley. Veja sete curiosidades sobre o rei do reggae

Autor: Maíra de Deus Brito Data da postagem: 15:00 06/02/2019 Visualizacões: 834
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35 anos sem Bob Marley. Veja sete curiosidades sobre o rei do reggae / Foto: Reprodução - Internet - Metrópoles

Além de músicas, Bob deixou alguns herdeiros que mantêm vivo seu legado. Neste domingo (15/5), Julian Marley faz única apresentação em Brasília

Vão completar 37 anos desde que Bob Marley foi vítima de complicações de um raro câncer. O músico saiu de cena no auge da carreira, aos 36 anos, mas ainda assim deixou um legado inesquecível. Sua obra se mantém viva por alguns artistas do reggae e pelos filhos de Bob que se enveredaram pela carreira artística.

Em homenagem à trajetória do “rei do reggae”, o Metrópoles selecionou sete curiosidades sobre Bob Marley. Confira:

Infância

Filho do militar inglês Norval Sinclair Marley e da jovem jamaicana Cedella Booker, Robert Nesta Marley nasceu no dia 6 de fevereiro de 1945. O pai, que nunca foi presente, morreu quando Bob Marley ainda era criança. Em 1955, Cedella e Marley se mudaram para Kingston, capital da Jamaica.

Algumas biografias contam que Marley tinha o costume de ler as mãos dos moradores de Kingston. Os relatos ainda afirmam que ele acertava as previsões e, em pouco tempo, ganhou notoriedade na cidade.

Prisão

Marley foi preso algumas vezes por porte de maconha. Na prisão, ele fez amigos que o estimularam a escrever letras mais políticas. “Get Up, Stand Up”, “War” e “I Shot The Sheriff” são algumas músicas que mostram a faceta mas engajada do artista.

Brasil e Futebol

O cantor e compositor jamaicano adorava jogar futebol e, em março de 1980, veio ao Brasil. Ironicamente, Marley não fez nenhuma apresentação por aqui, mas, em compensação, fez história ao jogar no campo do Polytheama, time criado por Chico Buarque.

Além do anfitrião, a partida contou com a presença de Junior Marvin (guitarrista dos Wailers), Jacob Miller (guitarrista do Inner Circle), Toquinho e Paulo César Caju, tricampeão mundial em 1970. Certa vez, Trevor Wyatt, da gravadora Island Records, elogiou a performance de Marley. “Ele era um ótimo jogador. Era como disputar uma partida contra o Brasil”, disse.

Atentado

Em dezembro de 1976, Marley, a esposa Rita e empresário Don Taylor foram baleados em Kingston. O atentado aconteceu dois dias antes do “Smile Jamaica”, um show gratuito organizado pelo primeiro-ministro jamaicano Michael Manley. A apresentação teria o intuito de aliviar a tensão entre dois grupos políticos rivais. Suspeita-se que o ataque teve motivações politicas, já que muitos sentiram que o músico poderia estar fazendo um ato em apoio a Manley.

O ódio não assustou Marley. No dia 5 de dezembro, data do show, ele estava no palco. Mesmo ferido, ele cantou para 80 mil pessoas e deixou o recado: “As pessoas que estão tentando fazer este mundo pior não tiram nenhum dia de folga. Como eu posso?” .

Rastafari

Seguidor do movimento rastafari, Marley ajudou a disseminar a religião pelo mundo por meio de suas músicas. O artista cantava e falava sobre supremacia negra e valorização das raízes africanas. “Rastaman Chant”, “Redemption Song” e “Babylon System” são algumas composições que mostram a religiosidade e as crenças do cantor.

Morte

Era 1977 e o artista jamaicano jogava futebol em Londres. Naquela partida, ele machucou o dedão do pé direito e a a unha do pé caiu – aparentemente, como consequência do ferimento não tratado. Três anos depois, Marley descobriu que, na verdade, ele tinha desenvolvido uma espécie de câncer de pele, melanoma maligno, sob a unha.

Como a crença rastafari não permite a amputação – sugerida pelos médicos –, Marley procurou o médico naturalista Joseph Issels na Alemanha. Mas era tarde. O câncer já tinha se espalhado para o resto do corpo, afetando cérebro, pulmão e estômago.Quando voltava para a Jamaica, para morrer na terra natal, o músico passou mal e foi internado às pressas em Miami. Ele não resistiu às complicações e morreu no dia 11 de maio de 1981, aos 36 anos.

Legado

Além de suas músicas, Bob Marley deixou herdeiros, que mantêm a obra do jamaicano viva. Nos shows, Ziggy, Stephen, Ky-Mani, Damian e Julian Marley costuman cantar sucessos do pai. “No Woman, No Cry”, “Want More” e “Waiting in Vain” são algumas músicas que podem entrar no setlist de Julian.

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