Projeto mapeia ocupação negra no centro de São Paulo

Autor: Redação Rede Brasil Atual Data da postagem: 15:00 12/04/2019 Visualizacões: 459
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Projeto mapeia ocupação negra no centro de São Paulo / Foto: Reprodução - Lunetas

Ferramenta da Ação Educativa permite que educadores combatam o racismo a partir de práticas pedagógicas

Para registrar a ocupação e a circulação da população negra no território central da cidade de São Paulo, a Ação Educativa lançou o Mapa Antirracista. A ferramenta permite que educadores combatam o racismo a partir de práticas pedagógicas.

Mapa traz a localização de slam nas praças ao comércio de tecidos vindos do continente africano

Do slam nas praças ao comércio de tecidos vindos do continente africano, da memória do poeta abolicionista Luís Gama à disputa narrativa vigente do bairro da Liberdade como um território negro. Espaços como esses foram mapeados no projeto, que busca o reconhecimento do protagonismo da cultura negra.

“É um mapa voltado para educadoras e pessoas que lidam diretamente com crianças e adolescentes, especialmente na região central. É uma ferramenta pedagógica trabalharem a questão de direitos desses jovens, dentro de uma abordagem antirracista", explica Bárbara Barbosa, assessora do projeto.

Cerca de 50 espaços e equipamentos que reafirmam a resistência negra, na região central de São Paulo, foram identificados. "A ideia é expandir o projeto para toda a cidade e ampliar o mapa, pois ele está aberto para que as pessoas colaborem e insiram seus trabalhos no mapa. A gente quer dar visibilidade à ocupação da população negra no centro da cidade", acrescentou ela.

Sueli Alves, diretora da Escola Brigadeiro Faria Lima, no centro da capital, levou o projeto para dentro das salas de aula. "A gente já tem no horizonte essa preocupação de instituir conteúdos que abordem a questão estrutural do racismo nas relações interpessoais. Agora, é avançar na construção de práticas mais processuais, que envolvam diversas disciplinas", contou.

Apesar do pouco tempo de projeto abordando o racismo e a cultura negra na escola, ela garante que já é possível perceber a mudança de comportamento entre pais e alunos. "Nas reuniões do conselho, neste ano, a gente já nota essa preocupação, como a questão do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O que me sensibilizou bastante foi como as pessoas se perceberam educadores, porque todos os adultos são educadores, em alguma medida."

Assista à reportagem do Seu Jornal, da TVT:

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