Artistas Plásticos, Cantores, Escritores Literários e Autores Teatrais: os jovens negros nas artes!

Autor: Redação CEERT Data da postagem: 09:00 14/08/2019 Visualizacões: 194
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Artistas Plásticos, Cantores, Escritores Literários e Autores Teatrais: os jovens negros nas artes! / Foto: Reprodução - Black Women Of Brazil

Hoje, dia 12 de agosto, é Dia Nacional das Artes e Dia Internacional da Juventude!

Celebramos nessas datas as atividades artísticas, que podem abranger diversas áreas, como o teatro, o cinema, a literatura, o circo, a pintura e etc, e a educação e conscientização dos jovens sobre a responsabilidade que assumem como representantes do futuro do planeta.

De acordo com a legislação brasileira, o artista é o profissional que "cria, interpreta ou executa obra de caráter cultural de qualquer natureza, para efeito de exibição ou divulgação pública, através de meios de comunicação de massa ou em locais onde se realizam espetáculos de diversão pública".

O artista usa de toda a sua imaginação, criatividade e talento para emocionar, chocar ou mesmo registrar momentos importantes da história da humanidade. A arte nasceu com o homem e permanecerá após a sua morte.

Conheça alguns jovens negros artistas, que estão deixando suas manifestações na história brasileira!

Artistas Plásticos:

Renata Felinto

É uma artista plástica brasileira. Graduada em Artes Visuais pela Universidade Estadual de São Paulo (UNESP). Atualmente é Professora de Arte e Cultura Africana na Instituição, Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Um viés do seu trabalho é o uso do auto retrato como forma de expressão e manifestação política contra a predominância de imagens de mulheres brancas na arte.

Antonio Obá

Artista visual, nasceu na comunidade de Ceilândia, na periferia de Brasília. Hoje, é professor de artes na região de Taguatinga, ambas cidades satélites do Distrito Federal. Concorreu a um dos maiores prêmio da arte visual brasileira contemporânea, o Prêmio Pipa.  

Entre os temas de pesquisa do artista estão o sincretismo religioso, a miscigenação, as raízes afro-brasileiras e o erotismo.

Diane Lima

Nascida em Mundo Novo (BA). É diretora criativa e curadora, também fundadora do portal NoBrasil e criadora da campanha “Deixa o Cabelo da Menina no Mundo” e do projeto Afro Transcendence.

Paulo Nazareth

É um artista plástico nascido em 1977, na cidade de Governador Valadares (MG). Estudou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Graduou-se em Artes Visuais em 2005 com habilitação em desenho e licenciatura e em 2006 com habilitação em gravura. Em 2012, Nazareth ficou em 1º lugar no Prêmio MASP de Artes Visuais.

Caetano Dias

Nascido na feira de Santana BA. No ano de 1985, estudou Letras na Universidade Católica do Salvador. Sua carreira artística é marcada pela participação no Grupo Interferências, com realização de murais em espaços públicos em Salvador.

E Professor de pintura do Museu de Arte Moderna da Bahia – MAM/BA (Salvador BA), desde 1995.

Michelle Mattiuzi

“Ex-bancária, ex-recepcionista, ex-operadora de telemarketing, ex-auxiliar de serviços gerais, ex-cuidadora de crianças, ex-dançarina, ex-mulher, ex-atendente de corretora de seguros, ex-esposa, ex-aluna. Foi jubilada pela Universidade Federal da Bahia, por racismo institucional”. Ninguém melhor para definir Michelle como ela própria.

Negra, escritora, performer, nascida na cidade de São Paulo, atualmente vive e trabalha em Salvador, Bahia.

“A gente nunca tem como referência artistas negros, em nenhum aspecto. Mas, com a crescente integração dos negros nas universidades vem aumentando também o número de artistas, designers, escritores, todos do meio da arte, só que esse crescimento não traz pra gente um espaço, porque esse espaço continua sendo majoritariamente branco, de pessoas que têm mais acesso a essas feiras, galerias, museus.”

“Então a gente vai ficando cada vez mais recluso, é muito difícil hoje um negro artista ter subsídio para bancar um ateliê ou bancar materiais para sua arte, ter dinheiro para fazer suas publicações”

“Quanto mais pessoas concordam com isso, com esse racismo institucional que existe, mais as pessoas se tornam racistas também. Se você vê isso acontecer e não faz nada pra mudar,você está sendo racista. Acredito que esse ato foi muito importante pra trazer essa consciência, mas espero que a galera tenha consciência e talvez na próxima feira possa vir mais artistas negros aqui”

Em favor da descolonização cultural, sim, e por mais negros ocupando todos os espaços públicos.

Fonte: https://falauniversidades.com.br/invisibilidade-negro-arte-brasileira/

Cantores negros que você precisa conhecer:

Não sei se você se deu conta, mas a safra nova de cantores negros é diversa e trouxe muita gente boa para o mercado musical. São cantores e grupos que despontaram neste ano tocando MPB, rap, axé, músicas românticas. Preparamos uma playlist para que você embarque nessa viagem musical. Destaque para a Bahia, que nos presenteou com boa parte dessa lista:

Mahmundi

A carioca Marcela Vale, mais conhecida como Mahmundi, flerta com a música eletrônica, indie e a poesia. Com influências da década de 1980, seu som é comparado ao de Marina Lima.

Quebrada Queer

Formado por Murillo Zyess, Guigo, Harlley, Lucas Boombeat, Tchelo Gomez e Apuke, jovens, gays, na faixa dos 20 e poucos anos que vieram das mais diversas regiões de São Paulo: Parelheiros, Guarulhos, Jandira e Jardim Martins Silva. No rap, fazem rimas sobre questões sociais e homofobia

Luedji Luna

A cantora soteropolitana viu suas músicas “Banho de Folhas” e “Um corpo pelo mundo” estourarem neste ano. Radicada em São Paulo desde 2016, ela tocou em festivais como o Coala Festival e em diversas capitais brasileiras ao longo do ano.

Gloire Ilonde

Cantor congolês radicado em São Paulo desde o início do ano. Morou em Florianópolis, onde tocou em bares e fez shows. O clipe da música “Dizem” se aproveita do cenário urbano do centro da capital paulista.

Xênia França

A cantora de Camaçari, na Bahia, integrou a banda Aláfia e hoje é uma das expoentes da nova música pop brasileira. Teve indicações ao Grammy Latino e trabalha em seu novo clipe elementos da cultura negra.

Gloria Groove

A drag queen paulistana canta, atua, dubla e compõe em hits que misturam rap, funk e pop music. Os clipes dançantes são um marco da artista que começa a ganhar espaço na cena LGBT.

Larissa Luz

A cantora baiana foi vocalista do Araketu entre 2007 e 2012 até lançar carreira solo, com músicas que trazem uma pegada eletrônica. Neste ano, interpretou Elza Soares no musical sobre a cantora, além de fazer shows do CD Território Conquistado.

Attooxxa

O grupo baiano une pagodão baiano com música eletrônica e foi responsável pela música do Carnaval de Salvador em 2018: “Elas gostam (popa da bunda)”. Ao longo do ano, os clipes e shows foram aumentando e atraindo uma quantidade cada vez maior de seguidores.

Hiran

De Alagoinhas, na Bahia, o rapper, gay e negro faz rimas que combatem a homofobia e marcam que “tem mana no rap”. Ele começou como backing vocal de outros cantores até lançar carreira solo.

Nara Couto

Baiana, intérprete do hit “Linda e Preta” que teve o clipe dirigido por Lázaro Ramos e Elísio Lopes Jr. As músicas de Nara misturam elementos do jazz às referências sonoras africanas e ao toque percussivo.

Melvin Santhana

Artista independente, Melvin mistura sonoridade e tradições de matriz africana com afeto e crítica social. Além de cantar, ele é guitarrista e produtor musical. Antes da carreira solo, era integrante da banda Os Opalas.

Urias

Amiga de Pablo Vittar, a cantora ficou famosa pelos covers de músicas conhecidas nas vozes de outros artistas. O timbre marcante e a interpretação sensual dão nova identidade às canções e causam alvoroço entre os fãs a cada novo clipe.

Fonte: http://afrobrasileiros.net.br/index.php/2018/12/13/12-cantores-negros-que-voce-precisa-conhecer/

Autores teatrais negros e seus textos:

- ANTIMEMÓRIAS DE UMA TRAVESSIA INTERROMPIDA – Aldri Anunciação

O texto narra o confinamento solitário de uma mulher africana, escravizada no século XIX, que foi jogada de um navio negreiro no oceano Atlântico no trânsito para o Brasil. Fantasticamente, ela passa a morar no fundo dos mares. Dessas profundezas, ela reflete sobre a contemporaneidade e reconstrói suas memórias por meio de objetos que caem dos navios.

Aldri Anunciação é ator e dramaturgo soteropolitano. Sua peça Namíbia, não!, adaptada do texto com o qual venceu o Prêmio Jabuti de Literatura, foi vista por mais de meio milhão de espectadores.

- ESPERANDO ZUMBI – Cristiane Sobral

Uma mulher espera e desespera ansiosamente seu homem e enxerga a si mesma diante dos paradoxos da construção e desconstrução da sua identidade brasileira, negra e feminina. A peça é um manifesto sensível, a partir de um ponto de vista afrocentrado e feminino.

Cristiane Sobral é atriz e escritora carioca. Primeira negra a se formar em interpretação teatral pela Universidade de Brasília, dirigiu por 18 anos a Companhia de Arte Negra Cabeça Feita. Professora de teatro, já ministrou cursos no Brasil, Colômbia, Equador, Guiné-Bissau e Angola.

- IALODÊS – Dione Carlos

Cinco atrizes dão vida às “ialodês”, mulheres-abelhas-guerreiras que governam a Colmeia, uma cidade herdada de suas ancestrais. As guerreiras lutam para manter vivas as riquezas deixadas por sua avó e sua mãe, que lhes ensinaram o valor do mel, do ouro e da música. Para combater ameaças que surgem em “mundos paralelos”, as ialodês usam o prazer como arma sagrada e reveladora de sentimentos nobres, como honra, poder, afetividade, sensualidade, liberdade e ancestralidade.

Dione Carlos é escritora e atriz formada pela Escola Globe de São Paulo. Atuou na Companhia Teatro Promíscuo, de Renato Borghi e Élcio Nogueira. Estreou em 2011 com o espetáculo Sete. Escreveu sete peças, encenadas em várias cidades do Brasil. Três dessas obras foram reunidas no livro Dramaturgias do front (2017).

- VAGA CARNE – Grace Passô

A peça acompanha uma voz errante que invade o corpo de uma mulher à procura de significados sérios e banais. Num jogo performático de palavras, questões sobre estereótipos e pertencimento são evocadas nas cenas, em raciocínios que não necessariamente se concluem.

Grace Passô é diretora, dramaturga, atriz e cofundadora do grupo Espanca!. Publicou seis peças teatrais e já teve textos traduzidos para francês, espanhol, mandarim, alemão, inglês e polonês. Foi vencedora do Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Turim (ITA), entre outros.

- FARINHA COM AÇÚCAR OU SOBRE A SUSTANÇA DE MENINOS E HOMENS – Jê Oliveira

O texto para espetáculo de teatro com música é uma homenagem ao legado da banda Racionais MCs. Por meio de “paisagens” de som e imagem, a peça aborda a experiência de ser homem negro na periferia urbana. Uma das propostas do roteiro é provocar uma relação de intimidade entre o público e a trama, por meio da palavra falada e cantada.

Jê Oliveira é ator, diretor e dramaturgo formado pela Escola Livre de Teatro de Santo André, onde leciona atualmente. Professor de teatro em cidades de todo o Brasil, com o projeto Sesc Dramaturgia. Dirigiu o show 3 Mil Tons, de Salloma Salomão, entre outros. Já recebeu os prêmios Shell e Coca-Cola e o troféu da Cooperativa Paulista de Teatro.

- BURAQUINHOS OU O VENTO É INIMIGO DO PICUMÃ – Jhonny Salaberg

Um menino negro, nascido e criado em Guaianases, zona leste de São Paulo, vai à padaria a pedido da mãe, no primeiro dia do ano, e é “enquadrado” por um policial. A partir daí, o garoto começa uma saga pela sobrevivência e sai pelo mundo, por países da América Latina e da África. Pelo caminho, ele encontra vários personagens que interligam os acontecimentos da história. Ao longo do percurso, o menino é atingido pelo policial que o persegue, com 111 tiros de arma de fogo

Jhonny Salaberg é ator, dramaturgo e bailarino, nasceu em Guaianases, zona leste de São Paulo. Fundador da Carcaça de Poéticas Negras, foi o primeiro negro a receber o Prêmio da Mostra de Dramaturgia do Centro Cultural São Paulo, em sua quarta edição.

- FLUXORAMA – Jô Bilac

Os dramas de quatro personagens que vivem situações-limite e tornam-se reféns do fluxo de seus pensamentos são o ponto de partida da peça, dividida em quatro monólogos.

Jô Bilac é dramaturgo. Aos 19 anos, escreveu Sangue em Caixa de Areia, texto pelo qual recebeu do Teatro Carlos Gomes menção honrosa em Dramaturgia. Desde então, o autor carioca já criou mais de vinte roteiros teatrais.

- CARTAS A MADAME SATÃ OU ME DESESPERO SEM NOTÍCIAS SUAS – José Fernando Peixoto de Azevedo

O monólogo aborda a trajetória de Madame Satã, travesti que foi um dos símbolos da noite carioca na primeira metade do século XX. A peça traz um homem que, fechado em seu quarto, se corresponde por meio de cartas com a personagem.

José Fernando Peixoto de Azevedo é doutor em filosofia e professor de arte dramática na Universidade de São Paulo. Fundador do Teatro de Narradores, publicou o volume Eu, um Crioulo, da coleção Pandemia.

- RÉCITA Nº 3 – FIGURAÇÕES – Leda Maria Martins

A obra é um experimento de linguagem cênica que mescla vocalidades a imagens e música, na composição de breves expressões de um “feminino-mulher” – ora contraído, ora distendido por “vibrações interiores”.

Leda Maria Martins é poetisa, ensaísta, acadêmica e dramaturga carioca. Atualmente mora em Belo Horizonte, onde é professora, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Também lecionou na New York University (EUA) e publicou diversos livros e artigos em periódicos brasileiros e estrangeiros, além da obra de poesia Os Dias Anônimos, entre outras.

- SERÁ QUE VAI CHOVER – Licínio Januário

No pulsar da percussão da vida, as ideologias dos personagens Sandra, Bruno e Yuri se chocam, deixando ainda mais turbulentos os encontros e desencontros da cidade grande. Munidos de suas visões individuais, relacionadas às questões sociais contemporâneas, os três acabam seguindo caminhos desconhecidos.

Licínio Januário, ator e dramaturgo angolano. É membro do Coletivo Preto e curador do Teatro Gonzaguinha. Recebeu o Prêmio de Melhor Ator da 19ª edição do Festival de Teatro do Rio de Janeiro.

- CARNE VIVA – Luh Maza

Três atores, entre cisgêneros e transgêneros, interpretam a protagonista Uma Mulher, nesse monólogo. A narrativa retrata um “fluxo de consciência”. Em fala acelerada, a personagem conta que frequentava a Igreja Católica antes de se entregar ao teatro. Revolta-se contra a “domesticação” da mulher pelo patriarcado; e revisita episódios de sua história, vivida “em meio a carne e sangue”. A obra tem influências de Virgínia Woolf e Clarice Lispector.

Luh Maza é dramaturga, diretora e atriz carioca, radicada em São Paulo. Autora de espetáculos encenados no Brasil e em Portugal, teve textos publicados na Europa e na África. Assinou a versão brasileira de Kiwi, peça do canadense Daniel Danis. Escreveu roteiro para a série de TV por assinaturaSessão de Terapia – dirigida por Selton Mello.

- QUANDO EU MORRER, VOU CONTAR TUDO A DEUS – Maria Shu

Inspirado numa notícia real, a peça narra a história de Abou, um menino refugiado de oito anos de idade, encontrado dentro de uma mala de viagem tentando entrar no continente europeu. Na imaginação do garoto, a mala se transforma na cachorra Ilê.

Maria Shu é dramaturga e roteirista. Estudou roteiro na Academia Internacional de Cinema. Seus textos já foram encenados em Cabo Verde, Suécia, Portugal e França. Sua peça Ar Rarefeito recebeu o Prêmio Heleny Guariba, da Cooperativa Paulista de Teatro.

- O PEQUENO PRÍNCIPE PRETO – Rodrigo França

O Pequeno Príncipe Preto discute o empoderamento e a autoestima de crianças e adolescentes negros que não se veem representados na maioria dos livros, bonecas e bonecos que lhes são oferecidos. Permeado por canções e brincadeiras, a peça semeia o entendimento sobre a importância da valorização da diversidade e da empatia.

Rodrigo França é ator, diretor e dramaturgo. Formado pela Universidade Federal do Maranhão(UFMA). Atua na área de educação artística. Produziu ainda o musical O Grande Circo dos Sonhos.

- MEDEA MINA JEJE – Rudinei Borges dos Santos

A história é uma adaptação da peça Medeia, do grego Eurípides (480-406 a.C), na qual a protagonista decide assassinar os filhos para se vingar do marido, Jasão, que a abandonou para se casar com uma princesa. A adaptação leva a personagem para o contexto da exploração de escravos nas minas de ouro de Minas Gerais. Nesta versão, a escrava Medea, para impedir que seu filho seja acorrentado a uma mina, ao descobrir a prisão, decide livrá-lo do desse destino, matando-o.

Rudinei Borges dos Santos é dramaturgo e escritor. Autor de mais de dez textos teatrais encenados em Angola e no Brasil, foi contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz. Fundou o Núcleo Macabéa, da Cooperativa Paulista de Teatro, cujo foco é dramaturgia e história oral nas comunidades de periferia e ribeirinhas.

- MERCEDES – Sol Miranda

O texto é inspirado pela vida e a obra da bailarina Mercedes Ignácia da Silva Krieger (1921-2014), considerada uma das maiores representantes da cultura afro-brasileira no mundo. Com formação erudita, ela foi a primeira bailarina negra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, pioneira da dança moderna brasileira e principal responsável pela disseminação das alas coreografadas do carnaval carioca.

Sol Miranda é atriz, pesquisadora e produtora, cofundadora do Grupo Emú – Rio de Janeiro (RJ). Trabalhou como assistente do dramaturgo Domingos Oliveira (1937 – 2019). Circulou em diversas cidades do Brasil e da China com o espetáculo Salina, a Última Vértebra, do grupo Amok Teatro. Apresentou um espetáculo de dança afro no Festival Floriade, na Holanda, em 2012.

- CAVALO DE SANTO – Viviane Juguero

A peça mostra os personagens Inácio e Graça. Eles vivem em um apartamento de um cômodo, no qual a única entrada é uma janela e o ambiente, repleto de plantas, retrata uma floresta tropical. Na trama, as raízes exploratórias da cultura brasileira e seus valores moralistas, respaldados por discursos religiosos, se refletem na relação do casal.

Viviane Juguero é dramaturga, atriz, professora e doutora pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde trabalhou com o conceito de “dramaturgia radical” – pesquisa associada a seu estágio internacional na University of Wisconsin-Madison (EUA).

Fonte: https://www.jb.com.br/cultura/2019/06/1003309-funarte-lanca-livro-com-textos-de-autores-teatrais-negros.html

Jovens escitoras negras que você precisa ler:

Mel Duarte (1988)

Mel Duarte é uma poeta brasileira, vencedora do campeonato internacional de poesia Rio Poetry Slam (2016) e uma das organizadoras do Slam das Minas, em São Paulo.

A Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) de 2016 ajudou a projetar o seu trabalho, quando os vídeos de seus poemas foram vistos e partilhados por um vasto público.

No mesmo ano, a autora publicou seu segundo livro, Negra Nua Crua. Sua poesia é marcada por uma forte componente social, atravessada por temas como o machismo e o racismo institucionais.

Em declarações à imprensa, Mel afirma que não tem como objetivo agradar a crítica nem receber premiações. Aquilo que move a poeta é a possibilidade de comunicar com a juventude, passar mensagens de empoderamento, principalmente para o seu público mais novo.

Escrevendo sobre temas como opressão feminina, discriminação racial e cultura do estupro, encara a criação poética como uma arma para combater o preconceito e a ignorância.

Seus poemas promovem a autoestima, a resistência e o poder negro, com palavras de inspiração e transformação social.

Ryane Leão (1989)

Ryane Leão é uma poeta, professora e ativista brasileira que se tornou célebre através da publicação os seus textos no Facebook e na conta do Instagram @ondejazzmeucoracao.

Em 2017, lançou Tudo Nela Brilha e Queima, livro onde reúne "poemas de luta e amor" com teor autobiográfico.

Atualmente, a influenciadora digital tem mais de 400 mil seguidores que se inspiram com as suas publicações e ajudam a divulgar o seu trabalho.

Abordando inúmeras experiências e situações, seus versos conduzem a reflexões profundas acerca do modo como vivemos e nos relacionamos.

Militante do feminismo negro, a autora encara a poesia como forma de comunicar com outras mulheres. Recomenda que tenham fé em si mesmas, cultivem o amor próprio e a autoaceitação, buscando ambientes saudáveis onde sejam respeitadas e possam evoluir.

Jarid Arraes

A força de Jarid se traduz, também, na sua forma de expressão: a belíssima literatura de cordel. A diferença é que em sua obra Lendas de Dandara, a autora aborda temas mais atuais, como as questões de gênero, o racismo, sexualidade e histórias de grandes mulheres negras no Brasil.

Cristiane Sobral

Foi a primeira atriz negra graduada em Interpretação Teatral pela Universidade de Brasília, mas estreou como poeta publicando seus textos no Cadernos Negros, em 2000. Dez anos depois veio sua primeira obra autoral Não Vou Mais Lavar os Pratos, atualmente na segunda edição.

Bianca Santana

Autora de Quando Me Descobri Negra, Bianca traz contos singelos, mas que retratam bem a realidade da identidade negra no Brasil. Além disso, também é professora na Faculdade Cásper Líbero e mantém um blog com seus textos.

Luz Ribeiro

Assim como Mel Duarte, Luz é adepta do slam de poesias. Palavras fortes, cantadas, soletradas e ritmadas contam histórias, relatos e retratos de uma mulher negra. Além das rimas, seu primeiro livro Eterno Contínuo, lançado em 2013, pode ser encomendado diretamente com a autora em suas redes sociais.

Ana Paula Maia

Para quem gosta do estilo das novelas – e não Avenida Brasil ou Mulheres Apaixonadas -, a literatura de Ana Paula é riquíssima. Autora da trilogia A Saga dos Brutos, ela conta ainda com sete obras publicadas no exterior.

Maria Gal Quaresma

Mais conhecida como Maria Gal, a baiana é bailarina e atriz, tendo formado a companhia de teatro Os Crespos, formada apenas por atores negros. Apesar de ter participado de Jóia Rara, ela tem uma longa carreira no teatro, tanto como produtora quanto escritora – sem contar seu livro A Princesa e a Bolha de Sabão, que fala sobre bullying e o racismo entre as crianças.

Roberta Estrela D’alva

Mais uma slammer maravilhosa para a nossa lista! Roberta é de tudo um pouco, com mistura de poesia e música. Em 2014, publicou o Teatro Hip-Hop, a performance poética do ator-MC, a perfeita combinação do estilo musical com a arte cênica.

Érica Peçanha

Dedica-se à produção cultural das periferias, a socióloga e escritora foca no que vem destes ambientes, em todas suas formas. A prova disso são suas duas publicações Vozes Marginais na Literatura (2009) e Polifonias Marginais (2015).

Fonte: https://mdemulher.abril.com.br/cultura/escritoras-negras-brasileiras-que-voce-vai-adorar-conhecer/

https://www.culturagenial.com/escritoras-negras/

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