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Steve Biko: líder sul-africano contra o apartheid, que definiu o significado da consciência negra

Autor: Giselle dos Anjos Santos Data da postagem: 13:00 19/09/2019 Visualizacões: 1083
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Steve Biko: líder sul-africano contra o apartheid, que definiu o significado da consciência negra / Foto: Divulgação - Reprodução

Steve Biko foi um importante ativista contra o apartheid na África do Sul. Conjuntamente com Nelson Mandela, simboliza a luta contra a segregação racial nesta sociedade.

Biko, que iniciou a sua atuação no movimento estudantil enquanto cursava medicina, ficou conhecido internacionalmente por seu ativismo no movimento antiapartheid, durante a década de 1960. Ele formou a Organização dos Estudantes Sul- Africanos (SASO).

Após ser preso em 1977, morreu seis dias depois por consequência da tortura dos policiais, aos 30 anos de idade. No último dia 12 de setembro, completaram 42 anos do seu assassinato. Além de seus escritos, é possível conhecer mais sobre a sua história por meio do filme “Um grito de liberdade” 1987) dirigido por Richard Attenborough, que trata sobre a sua relação de amizade com o jornalista Donald Woods.

Steve Biko, que dedicou a sua vida e morreu lutando pela libertação do povo negro em seu país, construiu uma definição sobre o que seria a Consciência Negra: “é, em essência, a percepção pelo homem negro da necessidade de juntar forças com seus irmãos em torno da causa de sua atuação – a negritude de sua pele – e de agir como um grupo, a fim de se libertarem das correntes que os prendem em uma servidão perpétua. Procura provar que é mentira considerar o negro uma aberração do “normal”, que é ser branco. É a manifestação de uma nova percepção de que, ao procurar fugir de si mesmos e imitar o branco, os negros estão insultando a inteligência de quem os criou negros. Portanto, a Consciência Negra toma conhecimento de que o plano de Deus deliberadamente criou o negro, negro. Procura infundir na comunidade negra um novo orgulho de si mesma, de seus esforços, seus sistemas de valores, sua cultura, religião e maneira de ver a vida.” (A definição da Consciência Negra, 1971).

Ou seja, as palavras de Biko continuam muito atuais, mesmo depois de mais de quatro décadas de sua morte.

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