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‘A Refavela revela...’

Autor: Roberta Martinelli Data da postagem: 11:00 04/11/2019 Visualizacões: 276
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‘A Refavela revela...’/Imagem: Reprodução - Portal Popline

Em 2017 o disco Refavela, de Gilberto Gil, comemorou 40 anos com um show/celebração idealizado por Bem Gil, um dos seus filhos. Foi uma verdadeira festa de família. Nessa família tem no palco a filha Nara Gil, os netos Dom e Flor, a nora Mãeana, Moreno Veloso, Céu, Maíra Freitas, os amigos do filho, os filhos dos amigos, alguns novos amigos e tem ainda a gente, que tanto ouviu esse disco e nos sentimos parte desse momento. Uma homenagem, uma festa que tem também o próprio Gil, feliz no palco. A celebração em torno do Refavela começou há dois anos e ainda não tem hora pra acabar. “A refavela, alegoria, elegia, alegria e dor.” Viva Gil! A celebração continua agora com o documentário Refavela 40, que será lançado no dia 19 de novembro, no canal HBO.

O filme, dirigido por Mini Kerti, viaja nessas quatro décadas de história. Na real, inicia um pouco antes, quando o disco começa a ser pensado, no Festival Mundial de Arte e Cultura Negra, na Nigéria, e um pouco depois – estamos em 2019.

As belíssimas imagens de arquivo são entrecortadas por depoimentos de hoje. Refavela foi e é um disco atual em tantas épocas diferentes. Por isso, é tão bom ver o filho Bem Gil, anos depois vasculhando junto com o pai, a história e encontrando tantos parceiros para pensar junto essa trajetória. A passagem do tempo está presente em todos esses encontros, como quando Bem Gil encontra Roberto Santana, produtor do disco, e ele o recebe com a frase “você já é esse homem assim?”, assustado ao perceber como o tempo que voa. Eles, então, conversam sobre a escolha da ordem das faixas do álbum e o produtor confessa: “Foi com esse disco que aprendi que o disco tem que ser coerente”.

Outra viagem no tempo está em uma reunião entre Djalma Corrêa (percussionista), Robertinho Silva (baterista) e Rubão Sabino (baixista) – banda que estava com Gil na Nigéria e, juntos, contam causos divertidos. Um deles é quando Robertinho esqueceu os pratos da bateria ou como eles adquiriram o instrumento musical balafon na viagem. “Djalma viu e falou: ‘Vamos levar”, conta Gil, e o instrumento está lá na sala, hoje, mas um pouco antigo e sem uso. Djalma pede então ajuda de Thomas Harres, baterista da geração do Bem, que tem um instrumento desses e eles juntos tocam Balafon, a música composta por Gil. Os anos que separam os músicos desaparecem na canção, assim como no show. O documentário é cheio de imagens do espetáculo, feito na Concha Acústica, em Salvador, em 2017.

No documentário, tem também importantes depoimentos de Dom Filó, do antropólogo Hermano Vianna, do compositor Paulinho Camafeu e do Vovô do Ilê. Refavela, o disco, foi feito na ditadura. O Brasil, hoje, viu também torturadores sendo homenageados (que triste). Foi Gil que cantou e nos fez cantar juntos que “o melhor lugar do mundo é aqui e agora”. E no documentário entendemos perfeitamente isso. Temos tantos problemas, tínhamos tantos, mas a música segue firme e forte. Refavela revela tanto e ainda há tanto a revelar...

Música da Semana - Sulamericano

Música da banda Baiana System do disco mais recente O Futuro não Demora para destacar esse importante encontro da banda com Gilberto Gil, no domingo, dia 3 de novembro, em Salvador, no evento Encontros Tropicais. Gil postou uma foto, em sua conta no Instagram, com Russo Passapusso e Beto Barreto, e escreveu: “A Bahia está viva aqui”. Viva demais!

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