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Incluindo Luta por Justiça, com Michael B. Jordan, conheça 5 filmes que retratam a brutalidade policial contra negros nos EUA

Autor: CAMILA GOMES Data da postagem: 16:00 26/02/2020 Visualizacões: 382
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Com a explosão do movimento Black Lives Matter, filmes que mostram a dolorosa realidade da comunidade negra ganharam espaço nos cinemas nos últimos anos/ Imagem: Reprodução - Divulgação - Exitoina

Os filmes mostram o racismo, preconceito enraizado na segregação e à opressão às minorias afrodescendentes do país.

Com explosão do Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), organização ativista que luta contra a violência direcionada às pessoas negras, nos últimos anos, cineastas usaram suas vozes e talentos para dar contar as histórias das minorias pouco representadas.

Mesmo com a Academia do Oscar indicando majoritariamente atores brancos em suas principais categorias, sucessos de crítica como Harriet, Selma, Corra!, Nós e Infiltrados na Klan, se destacaram nas recentes temporadas de premiações.

Apesar de terem ganhado voz, não foram poucas as vezes que imagens brutais de negros sendo presos e agredidos por policiais norte-americanos chocaram o mundo nos últimos anos. As cenas são acompanhadas de dados alarmantes, chamando atenção para casos sendo repetidos com diferentes jovens.

Os crimes perpetuam o racismo, o preconceito enraizado na segregação e à opressão às minorias afrodescendentes dos Estados Unidos, que lutam diariamente contra o ódio presente no sistema do país. Confira uma lista de filmes que retrataram nas telonas esses crimes tão recorrente:

  • Luta por Justiça

Recém-formado em Harvard, o advogado Bryan Stevenson (Michael B. Jordan) abre mão de uma carreira lucrativa em escritórios renomados da costa leste americana, para trabalhar no Alabama, dedicando sua vida a ajudar os prisioneiros condenados à morte que jamais receberam assistência legal justa. 

Na nova residência, Bryan se depara com o caso de Walter McMillian (Jamie Foxx), um homem negro falsamente acusado de um assassinato que nunca cometeu, mas que continua preso por não ter uma defesa apropriada por conta do preconceito racial no estado.

 

  • O ódio que você semeia

“Faça o que mandarem você fazer […]. Mantenha as mãos à vista. Não faça movimentos repentinos. Só fale quando falarem com você”, assim começa a adaptação do romance homônimo de Angie Thomas. 

Starr (Amandla Stenberg) é típica uma adolescente, exceto que ela precisa dividir sua personalidade enquanto mora gueto e quando está na escola particular com os amigos ricos do outro lado da cidade. Ao fugir de um tiroteio com seu melhor amigo de infância em uma festa Kalil (Algee Smith), o casal é parado repentinamente por uma blitz. Acusado por mal comportamento, ele é morto por um polícia branco que confundiu uma escova de cabelo na mão do jovem com uma arma.  

Considerado um filme do Spike Lee para adolescentes, o longa de 2018 é dirigido por George Tillman Jr, O Ódio Que Você Semeia foi aclamado pela crítica literária e de cinema pela pertinência em lidar com a questão da violência. A partir do ponto de vista de uma garota negra, a obra questiona a brutalidade policial no contexto da atual tensão racial que se repete com frequência nos Estados Unidos. 

 

  • A Gente Se Vê Ontem

Em uma ficção científica produzida por Spike Lee, o filme acompanha os amigos de infância, C.J (Eden Ducan-Smith). e Sebastian (Danté Crishlow), que são gênios do mundo tecnológico e das ciências. Quando o irmão mais velho de C.J. é assassinado cruelmente por um policial, eles usam uma máquina do tempo para tentar evitar a tragédia.

Como mexer com a linha do tempo é algo muito perigoso, eles precisam evitar interferir em outros acontecimentos que levaram os agentes confundirem o jovem segurando um celular com um assaltante.

 

  • Se a Rua Beale Falasse

Indicado a três Oscars, o filme é baseado no livro de James Baldwin e acompanha a Tish, uma mulher grávida lutando para provar a inocência de seu marido, acusado por um estupro que não cometeu.

Dentro de um contexto racista ambientado no Harlem de 1970, a jovem precisa ir contra ao sistema da época para tê-lo de volta em casa antes do nascimento do bebê. Dirigido Jerry Banks, Moonlight, o longa rendeu a Regina King a estatueta de Melhor Atriz.

 

  • American Son

Lançado em 2019, a produção original da Netflix acompanha o desespero de uma mãe buscando ajuda após seu filho de 18 anos desaparecer misteriosamente. Interpretada por Kerry Washington, ela passa a noite em uma delegacia em busca do paradeiro do garoto.

Incapaz de lhe oferecer alguma informação antes de preencher um formulário composto por perguntas racistas, como se Jamal tinha “dentes de ouro” e qual era o “nome de rua” jovem, ela enfrenta o preconceiro de gênero e classe presente nos procedimentos do sistema carcerário. Quando percebe que seus esforços estão sendo em vão, ela chama pelo ex-marido, Scott, um oficial do FBI, para descobrir o paredeiro do menino.

Gravada em um único cenário, a produção é inspirada na obra de Kenny Leon, baseaque se tornou a famosa peça homônima da Broadway, escrita por Christopher Demos-Brown. 

 

  • Bônus: Olhos Que Condenam

Baseada em uma história, a série vencedora do Emmy relata o caso de cinco jovens negros do Harlem que foram acusados injustamente de um estuprar uma mulher no Central Park. 

Mesmo sendo menores de idade, os garotos que mal se conheciam e apenas estavam no local se divertindo, foram levados para a delegacias e induzidos pela polícia a confessarem o crime. Mesmo sem provas que incriminavam os adolescentes, eles só conseguiram ser inocentados 13 anos depois quando o verdadeiro estuprador, Matías Reyes, confessou o crime, em 2003.

Ao longo de quatro episódios escritos e dirigidos por Ava Duvernay, responsável por Selma, o longa debate a invisibilidade negra como Korey Wise, Antron McCray, Yuseff Salaam, Raymond Santana e Kevin Richardson na América do Norte em obra para a Netflix.

 

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