Maior levante de escravizados na Bahia, Revolta dos Malês completa 186 anos nesta segunda-feira

Autor: Redação G1 Data da postagem: 16:30 27/01/2021 Visualizacões: 157
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Rei e Rainha do Malê Debalê participam da Lavagem de Itapuã/Foto: Enaldo Pinto - Reprodução - G1

Movimento buscava o fim da opressão contra os negros de religião islâmica. Confronto resultou na morte de dezenas e prisão de mais de 200 revoltosos onde hoje é o Centro Histórico de Salvador.

A Revolta dos Malês, tida como o maior levante de pessoas escravizadas na Bahia, completa 186 anos nesta segunda-feira (25). Conhecido também como Grande Insurreição, o movimento envolveu cerca de 600 homens e mulheres que lutaram pela liberdade das pessoas escravizadas que seguiam a religião islâmica, conhecidos como malês.

Os revoltosos se rebelaram contra a imposição do catolicismo e tinham o objetivo de sair do bairro da Vitória até Itapagipe, em Salvador, na madrugada do dia 25 de janeiro e se unir a outros revoltosos no trajeto para tomar engenhos e libertar outras pessoas escravizadas.

As autoridades do governo, no entanto, descobriram o plano e cercaram os integrantes do movimento na região de Água de Meninos. No confronto, dezenas de pessoas escravizadas foram mortas, além de alguns soldados das forças de segurança, e a Revolta foi sufocada com a prisão de mais de 200 escravos.

Atualmente, em memória pela luta do povo que lutou pela liberdade, o bloco afro Malê Debalê, fundado em 1979, atua em prol do movimento negro com atividades culturais e socioeducativas no bairro de Itapuã. Na sede da entidade funciona também uma escola de ensino fundamental, próxima à Lagoa do Abaeté.

Além disso, o bloco promove festivais musicais, concursos de moda de valorização à beleza negra e ensaios para desfiles de carnaval. E, há mais de um século, o Malê Debalê é um dos grupos responsáveis pela Lavagem de Itapuã, sempre à quinta-feira que antecede os carnavais.

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