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Minorias no mundo corporativo: negros e mulheres ainda estão longe do poder

Autor: Redação Portal Africas Data da postagem: 20:00 29/07/2016 Visualizacões: 3083
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Agência Áfricas de Notícias – por Redação*

Instituto Ethos, em cooperação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), realizou novo levantamento sobre o perfil do trabalhador brasileiro dentro das maiores empresas atuantes no país.

O resultado desse trabalho é o estudo Perfil Social, Racial e de Gênero nas 500 Maiores Empresas do Brasil e suas Ações Afirmativas, que confirma um quadro já conhecido desde a última pesquisa realizada pela entidade em 2010: a representatividade de mulheres e negros nas empresas não reflete a composição social do país.

Menos de 5% dos cargos do alto escalão das 500 maiores empresas brasileiras é ocupado por negros. Mesmo em cargos mais baixos, a presença de negros no mercado de trabalho não reflete a representatividade desse grupo, que corresponde a 52,9% da população brasileira, segundo dados do último censo realizado pelo IBGE. No quadro funcional, acima apenas de estagiários e trainees, a presença de negros é de 35,7%, contra 62,8% de brancos. Conforme a hierarquia dos cargos aumenta, a presença de negros diminui: entre os supervisores, os afrodescentes são apenas 25,9% e entre os gerentes o número cai para 6,3%.

Quadro semelhante ocorre com as mulheres, que são 51,4% da população, mas que ainda encontram barreiras para se verem representadas nas hierarquias mais altas das empresas. No quadro funcional, elas são apenas 35,5%, no grupo dos gerentes a presença dela cai para 31,3% e despenca para 13,6% nos altos quadros executivos.

Estas são as principais conclusões do estudo, que avaliou também a presença de pessoas com deficiências físicas e maiores de 45 anos, bem como mapeou o índice de escolaridade dos empregados brasileiros. Além disso, foi pesquisada a existência de ações afirmativas para aumentar o número de integrantes de diversos grupos vulneráveis.

O levantamento apontou que a maior parte das grandes companhias presentes no Brasil na?o tem ac?o?es afirmativas para incentivar a presenc?a de mulheres e negros em seus quadros. Quando tem, sa?o em maior parcela ac?o?es pontuais, e na?o poli?ticas com metas e iniciativas planejadas. Em contrapartida, expressivas parcelas dos principais gestores percebem como adequada a participac?a?o de mulheres e negros em praticamente todos os ni?veis hiera?rquicos.

estudo completo está disponível no site do Instituto Ethos e o material inclui o questionário aplicado nas empresas. Dessa maneira, outras companhias podem realizar um censo interno para avaliar como esta?o no que se refere a? diversidade e a? equidade entre seus dirigentes e funciona?rios.

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