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Por que empreendedores negros têm menos acesso ao crédito produtivo?

Autor: Donminique Azevedo Data da postagem: 14:00 29/05/2017 Visualizacões: 1271
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Imagem: CEERT

Com crédito negado 3 vezes mais do que pessoas brancas, empreendedores negros encontram dificuldades para impulsionar os negócios, de acordo com Eugene Cornelius Junior, chefe do escritório de comércio internacional da SBA (Small Business Administration), agência do governo dos Estados Unidos semelhante ao Sebrae no Brasil

Pretos e pardos representam 54% da população brasileira e são maioria no empreendedorismo. No entanto, são mais vulneráveis às desigualdades do universo corporativo. Para se ter ideia, 51% dos empreendedores brasileiros são negros, em contrapartida apenas 29% deles empregam ao menos uma pessoa, mesmo crescendo em 27% o número de negros à frente de empreendimentos entre 2002 e 2012.

Por outro lado, especialistas acreditam que o momento é bastante propício para falar da questão racial no mundo corporativo. É nesse contexto que nesta segunda (29), em Salvador (BA) haverá discussão sobre Acesso ao Crédito Produtivo pelos microempreendedores Afrodescendentes.

O evento – realizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com apoio do Vale do Dendê e Instituto Mídia Étnica (IME) – ocorre na casa do IME (Rua Areal de Baixo, 2 de Julho, nº6), às 18h30. A atividade é aberta ao público.

Na oportunidade,  acontece lançamento da pesquisa Acesso ao Crédito por Empreendedores Negros, realizada pelo economista Marcelo Paixão. O pesquisador apresentará detalhes do estudo que pode, entre outras possibilidades, subsidiar a tomada de decisões com mais equidade nos setores privado e público.

Quem também participará da discussão é a assessora principal da Divisão de Gênero e Diversidade do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) Judith Morrison. Em entrevista ao Blog Diversidade Corporativa, Morrison pontuou que “as empresas não só devem valorizar a diversidade por uma questão de justiça e equidade, mas com o objetivo de serem competitivas e com resultados de alta performance”.

Para entender por que negros acessam menos ao crédito produtivo, participe dessa discussão.

Marcelo Paixão

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Economista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutor em Sociologia pelo IUPERJ. Professor Associado da Universidade do Texas de Austin, vinculado aos Departamentos de Estudos Africanos da Diáspora, ao de Estudos Latino-Americanos e do conselho diretor do Brazil Center. Integrante do Conselho da Brazilian Studies Association (BRASA). Entre 1999 e 2015 foi Professor do Instituto de Economia da  UFRJ, onde, entre outras atividades, coordenou o Laboratório de Análises Econômicas, Históricas e Estatísticas das Relações Raciais (LAESER), foi membro do Conselho Universitário e coordenador do curso de Ciências Econômicas (2005-2009). Foi Professor Visitante na Universidade de Princeton (2012-2013), com apoio da CAPES. Autor, entre outros livros, de A Lenda da Modernidade Encantada: por uma crítica ao pensamento social brasileiro sobre relações raciais e projeto de Estado-Nação” e “500 anos de solidão: ensaios sobre as desigualdades raciais no Brasil

 

Judith Morisson

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Assessora principal da Divisão de Gênero e Diversidade do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Atuou como diretora regional de América do Sul na Fundação Interamericana, como diretora executiva da Consulta entre Agências na América Latina (do Banco Mundial, BID e a Fundação Ford) e como diretora de programa no Diálogo Interamericano. Sua experiência trabalhando em desenvolvimento econômico na América Latina inclui a negociação de acordos para promover desenvolvimento com o setor privado nas áreas de aço, construção, defesa, manufatura, transporte, e tecnologia no Brasil, na Argentina e Colômbia. Negociou o primeiro fundo de ecodesenvolvimento com o setor privado no Brasil e tem trabalhado por mais de 20 anos no País.  Ganhou o Prêmio da Inovação e Sustentabilidade do BID em 2014 e 2015. É autora de vários livros e artigos sobre desenvolvimento econômico com ênfase nos setores mais vulneráveis. Judith tem mestrado em distribuição de renda e desenvolvimento econômico no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde recebeu o prêmio Carroll Wilson e foi fellow Woodrow Wilson. Fonte: Blog da Diversidade Corporativa

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