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Empresária tem loja com africanidades e faz grande sucesso com turbantes e afins

Autor: Mirella Duarte Data da postagem: 15:00 20/06/2019 Visualizacões: 1469
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Lourena participa de feiras de artesanato e faz sucesso com peças, ela confecciona brincos / Foto: Divulgação - Reprodução

Com homens e mulheres retornando às madeixas naturais, ao abandonar a química dos alisamentos e retomar as discussões sobre a africanidade no Brasil, que por sinal ficam cada vez mais afloradas, mostram que não só nos fios de cabelo cresce este orgulho, mas em tudo que reforça a ideia de resistência e ancestralidade.

A empresária Lourena Alves Silva, 27 anos, que é amante da cultura negra, apostou no que ama e hoje tem uma loja de produtos de moda direcionados a quem se identifica com o tema. “As pessoas perguntavam sempre sobre meu cabelo e, com o tempo, passaram a me perguntar sobre os acessórios e turbantes. Pensei em, quem sabe, começar a revendê-los já que em Mato Grosso esse mercado ainda é muito pequeno”, conta.

Nascida no interior de Mato Grosso, em Poxoréo, ela se formou em engenharia civil enquanto residia em Cuiabá. Foi para Jaciara para atuar em sua área de formação e por lá se manteve durante três anos e meio, mas voltou para Cuiabá há dois anos. E, desde então, iniciou o novo negócio. “Deu muito certo, as pessoas se sentem encorajadas a assumirem não apenas seus cabelos, mas suas identidades. Além dos brincos, temos camisetas, saias, turbantes e faixas com tecidos africanos”, descreve- veja tutorial de turbantes e galeria abaixo.

A primeira loja de Lourena e do esposo Rodrigo Pacheco Guedes foi em Várzea Grande. Em junho do ano passado, eles lançaram a marca ousada e bastante colorida. “Nem só negras, africanas ou haitianas chegam aqui para comprar comigo. Tem meninas brancas que perguntam se poderiam usar, naquele debate de apropriação cultural. Mas, eu acredito que o mais importante de tudo isso é o respeito pela cultura e a sua consciência. Nunca vi ninguém arrancando turbante de ninguém e acredito que isso não vai acontecer, o que acontece é o debate da importância desses símbolos para a cultura”, explica. 

Para ajudar clientes com amarrações ela também faz tutoriais, dá dicas de moda e sempre publica novidades em sua página. Além do espaço físico, ela comenta que tem participado de inúmeras feiras de artesanato, o que faz com que o público conheça seus produtos e, depois, a procure na loja física.

Para a empreendedora, todas as clientes merecem ser bem atendidas. Além de conversas explicativas e a amarração de um acessório ou outro, ela fala um pouco de seu trabalho. Alguns dos produtos, como flores de cabelo e brincos são confeccionados por ela. “Tem brincão com estampa, palavras significativas, pentes garfos e mais”, cita.

Acessórios de black panters e turbantes aramados

Entre as muitas opções da loja, os destaques estão nas estampas legitimamente africanas, que variam de mandalas étnicas e florais. Eles são “aramados”, o que ajuda na hora de colocá-los na cabeça. Para quem não quer ousar muito, ainda há a opção de faixas, que são tecidos mais finos que os turbantes e permitem pequenos laços.

Os brincos que Lourena confecciona ganha desenhos que variam de pente garfo, moças de black power e frases de efeito que remetem à negritude. Os turbantes aramados custam R$ 35, as faixas R$ 15, brincos de R$ 10 a R$ 15.

Serviço

  • Telefone - (65) 9 9618-8051
  • Instagram / Fanpage 
  • Endereço - Galeria Colonial, região central da cidade, Rua Joaquim Murtinho, 540.

 

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