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Investimento em diversidade não muda situação de profissionais negros nas empresas, diz estudo

Autor: Barbara Bigarelli Data da postagem: 14:00 08/01/2020 Visualizacões: 55
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Investimento em diversidade não muda situação de profissionais negros nas empresas, diz estudo/Imagem: Reprodução - Sopesp

Cerca de 60% dos entrevistados disseram sofrer preconceito no trabalho e 65% afirmam que precisam trabalhar mais duro para crescer na carreira

Um novo estudo divulgado ontem (9) aponta os desafios enfrentados por profissionais negros no mercado corporativo dos Estados Unidos, a despeito dos investimentos em diversidade e inclusão empreendidos pelas organizações nos últimos anos. Nos Estados Unidos, apenas 1% das empresas listadas na Fortune 500 possui um CEO negro e 3,2% possuem negros em posições seniores ou de alta liderança.

Segundo o Center for Talent Innovation (CTI), think thank que promoveu estudo, os profissionais negros relataram sofrer com a falta de apoio de seus gestores e com um ciclo de exclusão que os mantêm distante de alcançar o C-Level, o topo da liderança de uma companhia. “Os resultados mostram que, apesar das boas intenções anunciadas, as companhias estão falhando em criar ambientes de trabalho igualitários para os negros”, disse Pat Fili-Krushel, CEO do CTI, durante a divulgação do estudo.

Com metodologia criada pelo organização de pesquisa NORC, da Universidade de Chicago, o estudo foi realizado em junho desde ano. Foram ouvidos 3.736 mil profissionais de 21 a 65 anos que estavam empregados em funções administrativas ou de gestão e possuíam, no mínimo, diploma universitário. Do total, 1.398 eram homens, 2.317 mulheres e 21 não identificaram gênero. Mais da metade dos entrevistados se identificou como branco e 520 deles como negros. O restante citou outra etnia ou raça. Entre os principais resultados encontrados, estão:

  • Cerca de 60% dos entrevistados negros disseram sofrer preconceito racial no trabalho - entre os profissionais brancos, esse número foi de 15%
  • 65% dos profissionais negros disseram que precisam trabalhar mais duro para avançar na carreira – mas apenas 16% dos profissionais brancos entrevistados concordam com isso
  • 43% dos executivos negros tiveram colegas que usaram linguagem não adequada na frente deles
  • Quase 20% dos profissionais negros acham que alguém de sua raça ou etnia nunca alcançaria uma posição alta na empresa
  • As mulheres negras têm menos probabilidade de ter acesso ao apoio que as mulheres brancas têm - 35% das mulheres brancas afirmam contar com indivíduos em sua rede de contatos que já defenderam suas ideias e habilidades, em comparação com 19% das mulheres negras.

De forma geral, 40% de todos os entrevistados do estudo, independentemente da raça, disseram que as empresas onde trabalham possuem programas de diversidade e inclusão. Os profissionais negros que trabalham em termo integral são mais propensos a dizer, em comparação aos brancos de tempo integral, que as mulheres brancas são as principais beneficiárias desses programas (29% versus 13%).

"As empresas costumam usar a frase 'talento diverso' para descrever grupos sub-representados, mas precisam entender a diversidade dentro de sua diversidade. Se elas desejam realmente atrair, reter e engajar talentos negros precisam ser corajosas e criar experiências e intervenções focadas neles", diz Pooja Jain-Link, vice-presidente executivo do CTI.

O estudo também recomenda que as organizações tomem medidas para abordar a diferença de percepção sobre igualdade racial entre funcionários de diferentes raças. Ações como essas ajudariam a criar programas de diversidade e inclusão mais eficazes, afirmam os autores.

 

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