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A urgência da equidade racial na América Latina: mobilização e incidência de organizações negras.

Autor: Giselle dos Anjos Santos Data da postagem: 14:25 14/05/2021 Visualizacões: 287
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A urgência da equidade racial na América Latina: mobilização e incidência de organizações negras./Imagem: Depositphotos

A exploração e marginalização de indígenas e negros na América Latina é histórica, bem como a luta dessas populações. Nesse sentido, inúmeras organizações indígenas e negras vêm atuando na promoção da equidade racial, e o CEERT se soma no fortalecimento desta luta ancestral na diáspora.

Dando sequência na nossa atuação e incidência em âmbito internacional, o CEERT participou recentemente de dois encontros envolvendo especialistas e organizações negras de diferentes países da América Latina, onde expusemos a desigualdade racial existente no Brasil.

A primeira delas foi uma reunião de trabalho organizada pela Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL), para discutir: O futuro das trabalhadoras e os trabalhadores afrodescendentes no contexto da pandemia de COVID-19 e a reconstrução pós-crise sanitária. Para esta reunião foram convidadas especialistas e organizações negras de diferentes países para contribuir sobre os rumos da pesquisa em andamento. Enquanto representantes do Brasil participaram: o Dr. Mario Theodoro, professor da UNB (Universidade de Brasília), e Giselle dos Anjos Santos que é pesquisadora do CEERT. Giselle aportou especialmente sobre a interseccionalidade e as questões que estão impactando diretamente a vida das mulheres negras na pandemia no âmbito do trabalho.

No segundo evento, o "Intercâmbio de Organizações e Movimentos de Afrodescendentes" organizado pelo CCARC (Consejo de Investigaciones del Caribe Centroamericano) e Fundação FORD ocorreu em dois dias, envolvendo representantes de Honduras, Colômbia, Bolívia e Brasil, com o objetivo de discutir: “A pandemia e suas implicações para o fortalecimento institucional das organizações afrodescendentes”. Além de participante, Giselle dos Anjos Santos, também atuou na organização e facilitação do intercâmbio.

Neste intercâmbio de dois dias entre organizações negras ficou explícito o acirramento do racismo institucional durante a pandemia, o crescimento da perseguição e a criminalização das lideranças negras nos diferentes países da região. Também foi destacado o papel de mulheres e jovens negros na construção de estratégias para superação das crises e para o fortalecimento institucional das organizações negras. Sobre isto, Daniel Teixeira, advogado que compõe a diretoria do CEERT, também pontuou que o racismo é um grande obstáculo para o fortalecimento institucional das organizações negras, tanto no sentido de acesso a recursos, como em termos políticos e na sustentabilidade. Ademais, também foram levantadas possibilidades de colaboração entre as diferentes organizações participantes. 

Esses dois eventos foram importantíssimos para o CEERT, onde ficou ainda mais evidente a urgência da equidade racial na América Latina, bem como do estreitamento dos laços de solidariedade entre as organizações negras da região, por meio do desenvolvimento de ações conjuntas para o enfrentamento do racismo.   

Giselle dos Anjos Santos – Pesquisadora do CEERT. Doutoranda em História Social na USP e Mestra em Estudos de Gênero pela UFBA. 

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