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Negro não é protagonista no Brasil, afirma ex-consulesa da França

Autor: Redação Huffpost Data da postagem: 14:00 29/07/2019 Visualizacões: 157
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Para Alexandra Loras, inferiorização do negro no Brasil é racismo frontal e agressivo./Imagem: Reprodução - Huffpost

Alexandra Loras alerta para a inferiorização dos negros na comunicação e defende sistema de cotas.

Após visitar 50 países e viver em oito, a ex-consulesa da França Alexandra Loras, mestre em Gestão de Mídia pela Sciences Po, afirma que no Brasil o racismo é mais forte do que em outras nações porque o negro, apesar de ser maioria, é tratado como minoria. “O Brasil é um dos países mais racistas do mundo”, argumenta, em entrevista ao UM BRASIL.

“Entrar em uma loja e ver que há só duas bonecas negras no meio de milhares de brinquedos não é racismo velado, mas um racismo frontal, agressivo e institucional. Isso não impede apenas a criança negra de se ver representada, mas tira a oportunidade da criança branca de aprender e de nos ver além do papel de babá e faxineira”, ressalta Loras.

De acordo com ela, uma maneira de tornar a diversidade da sociedade mais representativa é mediante o sistema de cotas. Sem esse sistema, Alexandra acredita que o País pode levar 200 anos para equilibrar de maneira orgânica a presença das etnias na sociedade.

“É uma inferiorização subliminar por meio das novelas, dos desenhos animados, de toda a narrativa dentro dos brinquedos. Lá no início é onde precisamos olhar, na raiz. Talvez as cotas sejam a pior solução, mas, infelizmente, é a única. Se olharmos os Estados Unidos, 30 anos de cotas reequilibraram a presença dos negros. E eles ainda tiveram um presidente negro”, enfatiza a ex-consulesa da França.

Na conversa, ela enfatiza que a mudança com relação ao racismo pede um esforço de todos. “O branco de hoje não é responsável pelo que aconteceu durante a escravidão, mas somos todos responsáveis por reequilibrar o que vamos contar para nossas crianças.”

Assista à entrevista completa:

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