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Violência virtual é a principal forma de ataque às candidatas negras nesta eleição

Autor: Redação Brasil de Fato Data da postagem: 14:37 09/11/2020 Visualizacões: 158
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Dados foram levantados pelo Instituto Marielle Franco em parceria com a Justiça Global e Terra de Direitos/Reprodução: Brasil de Fato

Oito a cada 10 candidatas sofreram algum tipo de violência virtual como ameaças, ofensas ou invasões de perfis

A versão preliminar da pesquisa “Violência Política Contra Mulheres Negras” entrou no ar nesta sexta-feira (6). Ao todo, 142 mulheres negras de 21 estados e todas as regiões do Brasil participaram do estudo que trouxe um recorte de raça e gênero sobre os tipos de violência presentes no processo eleitoral deste ano. 

O resultado do balanço preliminar revela que 98,5% das mulheres negras relataram sofrer mais de um tipo de violência política. Oito a cada 10 candidatas, totalizando 78%, sofreram violência virtual, ou seja, ameaças, ofensas, invasão de perfis e reuniões on-line; seis a cada 10 mulheres sofreram com violência psicológica, ou seja, com dano emocional e diminuição da autoestima e moral, um total de 62% e a terceira violência relatada foi a institucional, praticada por órgão ou instituições públicas ou privadas, atingindo cinco a cada 10 candidatas, totalizando 55% das participantes da pesquisa.

O estudo questionou também as candidatas negras a respeito da denúncia das agressões. Segundo o levantamento, 32,6% das mulheres denunciaram a violência e 70% das candidatas afirmaram que a denúncia não trouxe mais segurança para o exercício da sua atividade político-partidária. 

A iniciativa da pesquisa é do Instituto Marielle Franco em parceria com a Justiça Global e a organização Terra de Direitos e mapeou os tipos de violência política que têm se manifestado contra candidatas negras e os efeitos na vida dessas mulheres no âmbito das eleições municipais de 2020.

O estudo com as candidatas ocorreu de forma virtual entre 21 e 28 de outubro. Um questionário on-line composto por 41 perguntas, 33 fechadas e oito abertas. Além disso, o levantamento foi dividido pelos blocos: perfil sociodemográfico das candidatas, mapeamento da ocorrência de violência política contra mulheres negras, denúncias e relatos.

A pesquisa completa “Violência Política Contra Mulheres Negras” será lançada no final de novembro, antes do segundo turno eleitoral.

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