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O que esperar do segundo turno em São Paulo?

Autor: Roberta Camargo Data da postagem: 12:14 18/11/2020 Visualizacões: 68
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Quais são as propostas de Covas e Boulos para a população negra de São Paulo?/Reprodução: G1

Mais de 34% dos moradores da capital paulista se autodeclaram negros; conheça o que os planos de governo de Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) preveem para esse grupo

São Paulo terá segundo turno para decidir seu futuro prefeito. A disputa acontece entre Bruno Covas (PSDB), que obteve 32,85% dos votos, e Guilherme Boulos (PSOL), com 20,24%.

Na maior cidade do país, a população negra - preta e parda - representa cerca de 34% da população, de acordo com a estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Dentro das propostas de governo de cada um dos dois candidatos, a pauta racial está presente.

No caso de Covas, a questão é abordada a partir do programa “SP Para Todos”. No plano de governo do candidato, que assumiu a gestão da cidade após a saída de João Doria, em 2018, o programa é apresentado como parte de uma série de ações de inclusão social, de defesa dos direitos humanos, das minorias, das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

O tucano cita ainda a acolhida aos imigrantes, o respeito à diversidade e à igualdade de gênero, o combate ao racismo e a todas as formas de preconceitos e discriminação, os direitos e as pautas das mulheres, com ações firmes de enfrentamento à violência doméstica, o cuidado especial com os idosos e as políticas públicas desenhadas para a população de rua.

Com um espaço maior dentro do plano de governo, Boulos apresenta uma lista extensa de planos para combater o racismo institucional e que já faz parte da estrutura da maior cidade da América Latina. Entre as medidas, estão a construção de um Fundo Municipal de Políticas de Combate ao Racismo com um percentual fixo do orçamento municipal, prioridades definidas pelo Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (já existente) e gerenciado pela Secretaria de Igualdade Racial a ser reconstituída.

O candidato do PSOL também traz em sua proposta o compromisso com os processos de demarcação de terras indígenas no município e o cumprimento da lei municipal 15.939, de 2013, que dispõe sobre o “estabelecimento de cotas raciais para o ingresso de negros e negras no serviço público municipal em cargos efetivos e comissionados”.

Ainda sobre os povos originários, Boulos propõe atenção especial à saúde da população negra e indígena em suas especificidades e um programa de formação de profissionais da rede municipal de educação para o respeito à diversidade étnica e racial.

Em relação às periferias, onde a população negra é maioria, o candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno e que tenta a virada no segundo promete combater o desemprego e a pobreza por meio do fortalecimento de iniciativas de economia popular como cooperativas populares. O impedimento de homenagens a figuras históricas relacionadas à escravidão em monumentos e nomes de locais públicos também é projetado no plano de Bolulos.

Nas próximas duas semanas, os dois candidatos terão o mesmo tempo de TV e rádio durante a propaganda eleitoral gratuita, assim como ao longo da programação dos canais de TV aberta. Nem todos os candidatos que saíram da disputa se posicionaram sobre quem vão apoiar até o segundo turno, que acontece no dia 29 de novembro.

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