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Desigualdades deixam o Brasil mais vulnerável a epidemias como a do coronavírus

Autor: Regina Terraz Data da postagem: 16:00 20/03/2020 Visualizacões: 153
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Desigualdades deixam o Brasil mais vulnerável a epidemias como a do coronavírus/ Imagem: Reprodução - Divulgação - EcoDebate

Crise global de saúde e suas consequências econômicas no mundo e no Brasil colocam em risco a imensa maioria da população brasileira. Por isso, para a Oxfam Brasil, momento pede fortalecimento do SUS e revogação da Emenda Constitucional 95 (Teto de Gastos).

Em meio à crise global causada pela pandemia do coronavírus (covid-19), as desigualdades brasileiras ficam ainda mais evidentes. E os mais afetados, como sempre, são os mais pobres.

“Os motivos são diversos e complementares. Metade da população brasileira vive com uma renda média de cerca de R$ 400,00, em condições precárias de moradia, muitas delas sem saneamento básico, como esgoto e água tratada. Além disso, temos a informalidade de milhões de pessoas, sem nenhuma garantia trabalhista, e um alto índice de desemprego. Sem falar na baixa qualidade do transporte público nos grandes centros urbanos. Ou seja, temos uma combinação de fatores que, alimentada por um vírus como o covid-19, é como uma bomba relógio para milhões de pessoas.”, diz Kátia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

O SUS, diz Katia, é um dos grandes trunfos do Brasil para esse momento de pandemia, mesmo com os desafios que o sistema apresenta.

“Não podemos continuar tirando dinheiro da saúde. A Emenda Constitucional 95 (chamada de Teto de Gastos) foi aprovada em 2016 e congelou os investimentos públicos em setores como saúde e educação por. Em 2019, por conta da medida, a saúde deixou de receber cerca de R$ 9 bilhões.”

“Hoje, 75% da população depende do SUS. Ele tem enorme importância. Embora tenha problemas, é uma rede bem estruturada, que garante condições mínimas de acesso à saúde para a população de baixa renda. É uma referência mundial. Não há saída para o controle do surto do covid-19 no Brasil fora da saúde pública.”

 

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