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Queniano relata tiroteio e hotel em área de risco em último dia no Rio

Autor: Redação UOL Data da postagem: 16:30 26/08/2016 Visualizacões: 604
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esley Korir culpou Comitê do Quênia por hospedagem em comunidade do Rio imagem: Reprodução/Instagram

Atletas do Quênia tiveram noite de tiroteio e medo no último dia de hospedagem no Rio de Janeiro após participação na Olimpíada. O Comitê Olímpico do Quênia optou por levar a delegação para um hotel em uma comunidade da cidade após necessidade de esvaziar a Vila dos Atletas.

A demora para retornar à África (Jogos terminaram no domingo) ocorreu porque o Comitê Queniano adquiriu passagens promocionais para quinta-feira. Até quarta-feira a delegação teve a Vila olímpica como moradia, mas pernoitou em uma comunidade de quarta para quinta.

O maratonista Wesley Korir criticou duramente o Comitê do Quênia em sua rede social. Ele conta que os tiros duraram "a noite toda" e que os atletas foram aconselhados a permanecer no quarto durante o período na comunidade.

“Inacreditável o lugar onde o restante da equipe do Quênia vai passar sua última noite no Rio depois que fechou a Vila Olímpica”, comentou Korir.


“E o drama continua no Rio para o Team Quênia”.

Horas depois, Korir voltou a postar mensagem na rede social, desta vez no aeroporto prestes a embarcar.

“Nunca fiquei tão feliz de ir embora de um lugar depois de uma noite inteira de drama e tiroteio. Eu não vejo a hora de ver minha família”.

Briga política, doping e roubo abalam Comitê Queniano

A decisão de levar seus atletas para um hotel em comunidade do Rio acontece em meio ao caos político em que se encontra o Comitê Queniano. A entidade foi dissolvida após vários escândalos de doping e desvios de verbas envolvendo a delegação do país nos Jogos do Rio de Janeiro.

A participação do Quênia nos Jogos Olímpicos esteve marcada por vários escândalos relacionados ao doping e ao desvio de materiais esportivos, entre outros.

O diretor técnico da equipe de atletismo, Michael Rotich, foi deportado do Brasil e preso em Nairóbi, capital do país africano, por supostamente aceitar subornos em troca de alertar sobre exames antidoping.

A delegação queniana também se viu envolvida em outra polêmica após as acusações de desvio de fundos para material esportivo destinado aos atletas com poucos recursos que tinham sido doados pela Nike.

Em junho deste ano, o Quênia aprovou uma nova lei antidoping para cumprir as exigências da Agência Mundial Antidoping (Wada) após meses de disputas pela descoberta de uma trama de doping sistemático entre os atletas quenianos e esteve a ponto de ficar excluída das provas de atletismo.

O ex-presidente da Federação Queniana de Atletismo, Isaiah Kiplagat, de 72 anos, que estava sendo investigado junto com outros três diretores, morreu na quarta-feira após uma longa luta contra o câncer. 

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