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Morte da menina Ágatha: PM diz que foi atacada e revidou com tiros

Autor: Redação Jornal GGN Data da postagem: 10:00 23/09/2019 Visualizacões: 94
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Morte da menina Ágatha: PM diz que foi atacada e revidou com tiros / Foto: Arquivo Pessoal - Reprodução - Jornal GGN

Segundo PM, policiais "foram atacados de várias localidades da comunidade de forma simultânea" e, por isso, revidaram com tiros. Um deles pegou a menina de 8 anos pelas costas

Agência Brasil publicou por volta das 10h deste sábado (21) uma matéria confirmando a morte da menina Ágatha Félix, que foi vítima de um tiro de fuzil nas costas, numa comunidade no Rio de Janeiro. Ela estava dentro de uma kombi quando os policiais abriram fogo contra uma suposta moto em fuga. A criança chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu.

Em nota, a Polícia Militar informou que na noite do evento, equipe da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) que estavam na esquina da Rua Antônio Austragésilo com a Rua Nossa Senhora, “foram atacadas de várias localidades da comunidade de forma simultânea. Os policiais revidaram à agressão.” Um dos tiros pegou em Ágatha.

Ágatha Felix, assassinada aos 8 anos

Menina de 8 anos morre vítima de bala perdida no Complexo do Alemão

Uma menina de 8 anos de idade morreu baleada ontem à noite (20) com um tiro nas costas, quando estava dentro de uma kombi na comunidade da Fazendinha, Complexo do Alemão, zona norte do Rio, acompanhada da avó.

A menina Ágatha Félix foi levada às pressas para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu ao ferimento. De acordo com relatos de moradores pelas redes sociais, o tiro teria sido disparado por militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que atiraram contra ocupantes de uma motocicleta em fuga.

Os moradores da Fazendinha, no Complexo do Alemão, fazem uma manifestação na comunidade, em protesto contra as mortes ocorridas recentemente na região. Em maio, o professor de jiu-jitsu Jean Rodrigues da Silva Aldrovande também foi vítima de uma bala perdida.

Uma das mães que estava na praça ontem à noite, mas que não quis se identificar, criticou a forma como a polícia age na comunidade. “Não é de qualquer jeito que se entra na comunidade. A rua estava lotada. Do nada se ouviu uma rajada. Todos que estavam nas ruas saíram correndo e se esconderam. A dor da mãe da Ágatha é a mãe de todos nós do Alemão”.

Outra mãe, que se identificou como Daiana, disse que tem um filho de 9 anos e reivindicou mais políticas públicas para a região. “Eu estou com a minha voz embargada. Aqui tem pessoas que tem sonhos e essa criança teve o sonho interrompido. Cadê o esporte? As ações sociais? O governo tem meios de fazer alguma coisa por nós. É uma voz pequena que pede socorro”.

Polícia

Em nota, a Polícia Militar informou que, por volta das 22h desta sexta-feira, (20), equipes policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Fazendinha, que estavam baseadas na esquina da Rua Antônio Austragésilo com a Rua Nossa Senhora, foram atacadas de várias localidades da comunidade de forma simultânea. Os policiais revidaram à agressão.

A nota diz que após o confronto, não foram encontrado feridos na varredura do local. “Na sequência, os policiais foram informados por populares que um morador teria sido ferido na localidade conhecida como Estofador”.

Uma equipe da UPP se deslocou até o Hospital Getúlio Vargas e confirmou a entrada de uma criança de 8 anos ferida por disparo de arma de fogo.

A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) vai abrir uma apuração para verificar todas as circunstâncias da ação.

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